Cigarrinha descontrolada?

 TECNOLOGIA AGRÍCOLA

 

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Natália Cherubin

A eliminação da queima e o consequente aumento da presença da palha nos canaviais modificaram, dentre outros aspectos, o perfil de pragas da cultura da cana-de-açúcar e seu comportamento neste ambiente, como é o caso da cigarrinha-das-raízes, que encontra condições mais favoráveis para sobreviver, principalmente durante as estações mais chuvosas do ano.

 

O tema, abordado na edição 177 no artigo “Inovação no manejo da cigarrinha-das-raízes”, volta a ser discutido porque existem relatos de que a infestação da cigarrinha poderá ser preocupante nos canaviais durante este ano, não apenas por conta do clima, que foi mais favorável, mas principalmente porque a praga tem apresentado resistência aos inseticidas do mercado e, em alguns casos, diante do aumento do número de ninfas, também tem sido de difícil controle biológico. Diante do descontrole da cigarrinha, como proceder e evitar maiores perdas?

O engenheiro agrônomo e sócio diretor da Araújo&Macedo Consultoria, Newton Macedo, confirma que durante a primavera/verão da safra 2015/16, observou-se um aumento significativo de cigarrinha-das-raízes, tanto em área de ocorrência, como em população de ninfas por metro linear, se comparado ao mesmo período dos últimos dois anos.

Entre outros fatores, dois merecem destaque como as prováveis causas deste fenômeno: um deles é a maior precipitação pluviométrica e o outro é decorrente dos efeitos de extremos climáticos como, por exemplo, as secas prolongadas, o inverno rigoroso, a temperatura elevada por um longo período e o excesso de chuvas fora do período normal, o que impactou negativamente tanto sobre os insetos-pragas, como sobre seus inimigos naturais (artrópodes e micro-organismos).

“Acontece que, quando as condições climáticas subsequentes entram na normalidade, os insetos-pragas que sobrevivem recuperam suas populações mais rapidamente que seus inimigos naturais (os inimigos naturais sempre se desenvolvem a reboque das populações de seus hospedeiros). Lembramos que esta primavera/verão se segue a duas anteriores muito diferentes em termos de volume e má distribuição de chuvas. Neste ano, por causa do fenômeno El Niño, cuja previsão é que se estenda até abril, há o risco de haver mais problemas com a cigarrinha, especialmente nas canas destinadas a colheita de inverno e primavera”, afirma Macedo.

 
RESISTÊNCIA A INSETICIDAS

Relatos de alguns produtores que não quiseram se identificar, confirmam que está sendo observada uma resistência da praga aos inseticidas Actara, da Syngenta e Curbix, da Bayer. Macedo confirma. Realmente tem sido observada uma seleção parcial de populações em áreas de algumas regiões que aparentam resistência aos produtos. Contudo, segundo ele, as razões têm diferentes interpretações para cada um dos produtos.

O aumento das chuvas e a ocorrência de extremos climáticos como, por exemplo, as secas prolongadas, o inverno rigoroso e temperaturas elevadas por um longo período, podem ser as prováveis causas para o aumento da infestação da cigarrinha

“Com o Actara, quando acontece, normalmente decorre da aplicação do mesmo em momento inadequado como, por exemplo, em situações de solo saturado por chuvas, seguida por mais chuvas logo após a aplicação. Como o produto tem elevada solubilidade, acaba se perdendo rapidamente por lixiviação. No caso do Curbix, as condições de manifestação do problema são diferentes. São áreas com condições muito propícias ao desenvolvimento do inseto, podendo ocorrer até seis gerações, enquanto que o comum é três, e nas quais o produtor, na ânsia de controlar a praga, faz sucessivas aplicações do produto no mesmo ciclo da cultura sem o devido cuidado de fazer o rodízio de moléculas”, explica Macedo.

Leila Luci Dinardo-Miranda, pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, afirma que a resistência de pragas a inseticidas já ocorreu em outras culturas e pode ser atribuída, em grande parte, ao uso contínuo de inseticidas, muitas vezes de forma indevida. “Um dos usos incorretos dos inseticidas foi a aplicação em doses reduzidas dos mesmos, visando somente produtividade e não o controle da praga. Isso acelerou o processo de aumento da proporção de indivíduos resistentes na população. Além disso, a aplicação de inseticidas juntamente com outros produtos, como herbicidas e fertilizantes, que comprometem o desempenho dos inseticidas, também podem ter contribuído para isso”, observa.

Alexandre de Sene Pinto, sócio-diretor da BUG Agentes Biológicos e consultor em Manejo de Pragas das usinas Agro Serra, Pagrisa, Boa Vista, Iracema, Palestina, Santa Adélia e Santa Albertina, conta que tem escutado em algumas de suas consultorias que realmente existem casos de não efeito do tiametoxam (Actara) e possível associação com resistência. “Do etiprole (Curbix) só escutei sobre falhas no controle, mas nada relacionando a resistência. No caso de tiametoxam, se for comprovada a resistência, o motivo seria o uso contínuo e sem rotação com outros grupos químicos por vários anos pelos agricultores. Isso acaba selecionando indivíduos resistentes que darão origem a descendentes resistentes em pouco tempo.”

Jose Olavo Bueno Vendramini, gerente de Desenvolvimento e Tecnologia Agrícola da Guarani, não revelou quais são os inseticidas que utiliza para a cigarrinha, mas contou que algumas áreas de usinas do grupo apresentam resistência a alguns inseticidas, porém em baixas infestações. Ele acredita que elas têm apresentado resistência por conta do reduzido número de moléculas que são utilizadas para o seu controle.

“Temos tido problemas com o controle biológico também, que não tem dado conta. Para resolver, estamos realizando um manejo integrado de desaleiramento na linha de cana junto ao controle químico e biológico. Acredito que, em caráter de urgência, serão necessários estudos para o desenvolvimento de novas moléculas e a adoção de práticas de manejo integrado, visando o uso racional de inseticidas.”

Para Augusto Monteiro, agrônomo de Desenvolvimento de Mercado da Bayer, mesmo que os inseticidas apresentem elevada eficiência de controle, a quantidade de indivíduos que sobram após a aplicação serão sempre maiores quando a pressão populacional for alta, e isso, em algumas situações, pode gerar a percepção de falha no controle.

“Sabemos que o período entre o final do ano passado e início deste ano, apresentou elevado índice pluviométrico, o que proporciona condições extremamente favoráveis ao desenvolvimento desta praga. Quando aliamos esse fato a uma estratégia de controle mais tardia, existe a dificuldade de controle, pois teremos grande quantidade de ovos no campo e a sobreposição de gerações”, destaca Monteiro.

Quanto a possível resistência ao Curbix, o especialista explica que a Bayer vem investindo muito nos últimos anos no estudo e conhecimento das cigarrinhas da cana e, embora exista suspeita do aparecimento dessa característica, até o momento não há confirmação científica do desenvolvimento de resistência desta praga. “De qualquer forma, é importante estabelecer uma estratégia de manejo com o objetivo de evitar o surgimento de populações resistentes. Uma dessas medidas é a rotação de ingrediente ativo quando há necessidade de mais de uma aplicação no mesmo ciclo da praga”, argumenta.

Aimar Pedrini, gerente de portfólio de Inseticidas da Syngenta, também atribui o aumento da infestação e, consequentemente, dificuldade de controle, ao clima que foi extremamente favorável à praga.

“As condições de clima muito favoráveis à eclosão e sobrevivência dos ovos depositados na safra anterior estão provavelmente contribuindo para uma infestação muito acima dos níveis normais este ano. Tais fatores tornam necessária uma segunda aplicação de inseticidas em algumas situações, pois existe uma nova população de cigarrinhas proveniente de novas gerações mais tardias que estão atacando o canavial. Não encontramos evidência científica de populações resistentes ao Actara nas amostras coletadas em diversas regiões canavieiras e que estão sendo encaminhadas para nosso Laboratório de Monitoramento de Resistência”, afirma.

A estação experimental da Syngenta, localizada em Holambra, SP, tem monitorado constantemente as alterações comportamentais de diversas pragas as suas moléculas de inseticidas. “Entre os projetos temos o monitoramento da cigarrinha-das-raízes da cana e, de acordo com os nossos apontamentos, não há qualquer registro de casos de resistência de cigarrinha ao produto Actara até o momento”, alega Pedrini.

O especialista da Syngenta ainda ressalta a importância de respeitar as condições ambientais no momento da aplicação (temperatura, UR e vento), fazer a regulagem adequada do equipamento (volume de calda), optar por tecnologias de aplicação que facilitem a calda atingir o alvo, utilizar doses recomendadas do produto, realizar o monitoramento frequente da praga logo após as primeiras chuvas (primavera), iniciar as aplicações focando o controle da 1° geração (populações próximas a 2 ninfas/m) e sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas.

Macedo indica, para canas a serem colhidas no início de safra, uma reaplicação de produto até o final de fevereiro em populações superiores a 6 ninfas/m linear. Para canas a serem colhidas no meio de safra, aplicar o produto até abril, quando as populações forem superiores a 6 ninfas/m linear. Já para canas a serem colhidas no final de safra, deve-se aplicar o produto até abril, quando as populações forem superiores a 4 ninfas/m linear. “Lembrando sempre de rotacionar moléculas, isto é, não repetir o produto que já foi aplicado anteriormente na área durante o mesmo ciclo da cultura.”

Leila recomenda que as usinas façam amostragens constantes e bem feitas, que comecem cerca de 20 dias depois das primeiras chuvas da primavera, aplicação de inseticidas químicos e biológicos, assim que as populações atingirem o nível de controle, e aplicações bem feitas de inseticidas e rotação de produtos.

 

CONTROLE BIOLÓGICO

O controle biológico da cigarrinha tem se tornado cada vez mais difícil, segundo Monteiro. De acordo com pesquisas de mercado, em 2014 a participação do controle biológico das cigarrinhas da cana representou menos de 15% da área tratada no Brasil, isto porque este tipo de método de controle é dependente das condições climáticas e da cultura. “Sendo assim, em situações de população mais elevada, o uso de defensivos agrícolas é a melhor opção, pois o inseticida não é influenciado pelo ambiente ou condição da cultura como o controle biológico”, opina.

Para o especialista da BUG, o que acontece é uma má aplicação do controle biológico. “O que acontece é que ainda utilizamos o controle biológico de forma errada. Acredito que o setor precisa aprender muito sobre tecnologia de aplicação desses produtos. No caso do fungo, a aplicação do mesmo na forma granulada (arroz + conídios) favorece a sua permanência no campo, além de facilitar a sua penetração por entre a palhada”, explica.

A aplicação localizada é muito superior àquelas que espalham o produto por todo o canavial. Os cuidados com a aplicação do fungo devem ser respeitados, tais como:

- Fazer o preparo da calda próximo ao momento do uso;

- Fazer a aplicação de forma líquida ou granulada no final da tarde, em dias nublados ou em qualquer horário no qual as plantas façam sombra no solo;

- E fazer a aplicação do fungo somente quando mais da metade das ninfas são grandes;

“Portanto, usando de forma correta, o fungo M. anisopliae pode ser aplicado tanto em baixas, quanto em altas populações da cigarrinha-das-raízes”, afirma Sene Pinto.

 

MANEJO ECOLÓGICO DE PRAGAS
Sene Pinto: “Usando de forma correta, o fungo M. anisopliae pode ser aplicado tanto em baixas, quanto em altas populações da cigarrinha-das-raízes

Filiberto Oscar Terán Peredo, engenheiro agrônomo, especialista em Entomologia e doutor em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) defende e estuda o Manejo Ecológico de Pragas (MEP), que tem como sua coluna vertebral o respeito e conservação do controle natural, mesmo que seus resultados não sejam tão espetaculares como os que se obtêm com os tratamentos convencionais de inseticidas.

O método difunde que qualquer medida de controle deve ser dirigida unicamente aos locais com grandes desequilíbrios populacionais e na oportunidade certa. Isto equivale a detectar os pontos de desequilíbrio com antecedência, o que permite aplicar a medida de controle com maior eficácia econômica e com menor risco ecológico.

Segundo Peredo, no MEP unem-se os conhecimentos não só biológicos como também econômicos e ecológico, para reduzir ou minimizar as populações de pragas de tal forma que seus danos e perdas sejam aceitos economicamente, com o mínimo de impacto ambiental. “Este enfoque é mais adequado para culturas como a cana-de-açúcar, cujos períodos vegetativos prolongados permitem reestabelecer o controle natural após sua plantação que, em si, já é um fator de desequilíbrio. Isto equivale a dirigir as medidas de controle só aos lotes ou parcelas com severos desequilíbrios, que devem ser detectados previamente por diversas técnicas e amplo conhecimento sobre os fatores que induzem altas infestações de cada uma das espécies-praga.”

Ele aponta que com o manejo dos dois principais fatores que regulam as populações das cigarrinhas - seu potencial reprodutivo e o controle natural por seus inimigos naturais - é possível conseguir resultados satisfatórios, não só em curto prazo, mas também em longo prazo. “O apoio com amostragens adequadas e oportunas permitirá planejar o manejo deste inseto por métodos compatíveis do ponto de vista ecológico e econômico.”

Em quase todos os casos em que estes insetos se transformaram em importantes pragas, segundo Peredo, estão associadas aplicações acidentais ou precipitadas de inseticidas em canaviais e/ou em culturas vizinhas. Essas aplicações quebram o controle natural exercido por numerosos inimigos naturais que mantem as populações de cigarrinhas em delicado equilíbrio.

“Os monitoramentos efetuados nos canaviais em crescimento servem para dirigir as possíveis medidas de controle e para detectar o momento oportuno para sua aplicação. Por razões práticas, algumas vezes, a densidade populacional deste inseto é substituída pela densidade de salivas ou massas de saliva presentes no pé das touceiras de cana, que representam a densidade das ninfas. Os registros disponíveis mostram que as populações de ninfas concentram-se em alguns meses úmidos do ano. Por tanto, o monitoramento de ninfas ou de suas salivas, deve-se limitar apenas aos meses chuvosos do ano. Por outro lado, a experiência diz que, em locais de alta infestação, deve-se proceder o controle assim que aparecerem as primeiras salivas, porque as populações se desenvolvem exponencialmente num curto período de tempo”, detalha.

O pesquisador ainda ressalta que os monitoramentos de adultos não são tão úteis porque seu controle induz a aplicações aéreas generalizadas que, além de serem muito onerosas, são condenadas por motivos ecológicos. Neste caso, o controle biológico deve ser o método de controle prioritário para o manejo ecológico desta praga, sem limitar-se só ao fungo Metarrhizium anisopliae e outras espécies.

Segundo ele, existem outros inimigos naturais que podem ser até mais eficientes para controlar as cigarrinhas, como as moscas Sirphidae, especialmente Salpingogaster nigra, cuja larva mata de 30 a 40 ninfas da cigarrinha e uma quantidade muito maior (dificilmente quantificável) de ninfas menores. “A essa vantagem se soma seu curto ciclo vital (20 a 25 dias) que permite a ocorrência de duas a três gerações durante um único ciclo da cigarrinha. Adicionalmente, cada fêmea coloca, em média, 250 a 300 ovos durante duas semanas de vida. Por todas essas vantagens este predador deve ser protegido, especialmente dos inseticidas, já que é muito suscetível e um dos primeiros alvos desses produtos químicos.”

Sobre o uso de produtos comerciais que contém o fungo Metarrizhium anisopliae, Peredo comenta que esta tecnologia já foi utilizada com sucesso, principalmente no Nordeste brasileiro, graças ao M. posticata que ataca a folhagem.

“Boa parte desse sucesso deve-se ao fato de estar substituindo as aplicações de inseticidas. Aparentemente, superaram-se os problemas que dificultavam a multiplicação comercial do fungo em grande escala. A produção de diversas formulações comerciais está bastante avançada em muitas regiões latino-americanas, oferecendo diversas raças deste fungo, já adequadas para as diferentes espécies de cigarrinhas. Foram superadas também, as dificuldades de armazenamento para que estejam disponíveis no curto período da sua ocorrência”, diz o pesquisador, que ressalta a importância da contínua evolução deste tipo de tecnologia.

 

OUTRAS MEDIDAS DE CONTROLE

A renovação de soqueiras muito infestadas que, segundo Peredo, eliminaria os ovos acumulados, tanto os normais como os que ficaram em diapausa (descanso) e a queima da palha após o corte, poderiam ser consideradas outras medidas de controle, que inclusive, já foram aplicadas com sucesso tanto por ele, quanto por outros produtores de cana.

“A isto soma-se a proposta de antecipar a colheita em áreas severamente atacadas e a retirada ou afastamento da palha de cima da linha da cana, que contribui para reduzir as populações das cigarrinhas por permitir maior incidência dos raios solares sobre a linha de cana, com consequente diminuição da umidade do solo, resultando em condições menos favoráveis ao desenvolvimento da cigarrinha-das-raízes”, adiciona Peredo.

A retirada da palha contribuiu para reduzir as populações da praga, mesmo em situações de altíssimas infestações. Nas avaliações feitas no pico populacional, especialmente no último, as populações permaneceram muito altas ainda após a retirada da palha (26 insetos/m), causando muito dano ao canavial. De acordo com Peredo, isso significa que, em canaviais com histórico de altas infestações, a retirada da palha, isoladamente, não é suficiente para o controle da praga. Além disso, em regiões e situações quentes e secas, o desenvolvimento inicial da cana pode ser prejudicado com a retirada da palha, devido à diminuição da umidade no solo, podendo refletir na produtividade agrícola.

Outras medidas sugeridas são a rotação com culturas não hospedeiras, especialmente leguminosas, como os adubos verdes entre ciclos produtivos da cana; a preparação antecipada e prolongada do solo, acompanhada da drenagem; e a proteção dos cultivos e suas vizinhanças contra gramíneas e outras plantas invasoras que são hospedeiras das cigarrinhas.

“No entanto, é importante destacar que é preciso de estudos planejados para confirmar a eficácia destas práticas sugeridas, tanto ecológica quanto economicamente”, finaliza Peredo.

O consultor e especialista da BUG, diz que ainda prefere o uso correto do fungo Metarhizium anisopliae, ou seja, o uso contínuo desse fungo acaba por deixar inóculo do mesmo no solo dos canaviais, promovendo epizootias naturais da doença em cigarrinha no decorrer dos anos. O fungo consegue sobreviver na matéria orgânica e em pequenos animais (muitos deles pragas) do solo, o que facilita o seu ressurgimento de forma natural quando as chuvas e as cigarrinhas aparecem.

“A aplicação do fungo na forma granulada com aplicadores de NPK, por exemplo, colocam o bioproduto exatamente na linha de plantio, melhorando a sua eficiência. E a amostragem sistemática e correta dessa praga nos indica o momento exato de aplicação do fungo, minimizando os erros do seu uso. O aprendizado sobre tecnologia de aplicação de micro-organismos se torna urgente para o sucesso dos produtos biológicos”, conclui.