POR DENTRO DA USINA

 

USINA ADOTA PLANTIO DIFERENCIADO PARA AUMENTAR PRODUTIVIDADE

Em Avanhandava, SP, uma usina de cana-de-açúcar é responsável pela moagem de 1,5 milhão de t por safra. São quase 13 mil ha de plantações e, para aumentar a produtividade, um novo projeto de plantio está em andamento. O trabalho começa com muito planejamento no computador. O diretor agrícola da empresa, Márcio Antônio Nono, explica que o projeto leva em conta a topografia da área e define as melhores linhas e o traçado adequado para a equipe agrícola fazer o cultivo. As informações são levadas em um pen drive para os tratores.

A máquina, depois de programada, executa o trabalho sem a necessidade da interferência do operador. É tudo feito no piloto automático. Com isso, a empresa consegue maior precisão nas plantações. O espaçamento de 1,50 m entre as linhas é mantido, o que ajuda a garantir a longevidade do canavial. Até agora, o sistema foi implantado em 3 mil ha, o que representa 20% do total da área de cultivo. O objetivo é chegar a 100% em cinco anos. Com esse sistema, a usina quer frear a queda de produção.

USINA INTENSIFICA INVESTIMENTOS EM MEIO AMBIENTE

A atenção ao meio ambiente se intensifica a cada dia. Nesse sentido, a Usina Coruripe realizou, durante a primeira semana de junho, na sede localizada em Alagoas, a Semana da Sustentabilidade, que incluiu uma série de iniciativas sobre preservação do meio ambiente. Uma das ações dedicada à natureza foi a soltura de 1 milhão de peixes no rio Coruripe, entre alevinos de xira e piau, espécies nativas da região.

A Semana da Sustentabilidade também teve palestras sobre preservação da água, gestão de resíduos, fauna brasileira e seus biomas, alfabetização ecológica e tráfico de animais silvestres. O público também pode assistir peças de teatro com os temas

A Coruripe vem recuperando matas ciliares e substituindo a cana plantada nas áreas de encostas por reflorestamento. “A sustentabilidade é um dos pilares da filosofia empresarial da Usina Coruripe. A preservação da natureza e o cuidado com o ser humano também são prioridades na empresa, que pauta os seus trabalhos alicerçados na responsabilidade socioambiental”, destaca o gerente de Sustentabilidade, Bertholdino Apolônio Teixeira Junior.

GRANBIO ADMITE ATRASO, MAS ESPERA ETANOL 2G COMPETITIVO EM 2019

O plano da GranBio de produzir etanol 2G feito a partir do bagaço da cana tem registrado atrasos. A companhia admite ter mudado o cronograma de investimentos e de metas de produção do combustível por conta dos problemas tecnológicos e pela crise econômica, mas espera ter, em 2019, um etanol 2G competitivo como o combustível de primeira geração fabricado a partir da cana.

Em 2014, a GranBio, fundada pelo empresário Bernardo Gradin para ser uma companhia de desenvolvimento em novas tecnologias em combustíveis e bioquímicos, iniciou a produção de etanol 2G na Usina BioFlex 1, em São Miguel dos Campos, AL. Um dos sócios é a BNDES Participações (BNDESPar), fundo de investimentos do banco de fomento, com 15% do negócio e um aporte de US$ 190 milhões em financiamento na unidade.

“Desde a inauguração da Bioflex 1, a GranBio operou, entre testes e produção, durante as safras do Nordeste 2015/16 e 2016/17. O projeto se mostrou mais desafiador do que o esperado em níveis tecnológicos. Esses desafios iniciais com a tecnologia de pré-tratamento, além da crise econômica, levaram a companhia a mudar seu cronograma de investimentos e de metas de produção, estendendo os prazos previstos para atingir plena capacidade e para o anúncio de novos projetos”, informou a GranBio, que não informou quais os prazos previstos e nem divulgou o cronograma de investimentos.

Zilor lucrou e reduziu dívida no ciclo 2016/17

Os preços mais elevados, principalmente para o açúcar, permitiram ao grupo Zilor, de Lençóis Paulista, SP, reforçar seu caixa e reduzir o peso de seu endividamento no ciclo.

Embora as usinas da Zilor sejam mais voltadas à produção do biocombustível, a companhia, associada à Copersucar, buscou direcionar uma parte maior da cana para a produção de açúcar, o que contribuiu para turbinar o crescimento de sua receita. Da moagem de 11,341 milhões de t, 38% foi direcionado à commodity, e a meta para a temporada 2017/18 é elevar a fabricação de açúcar. Com essa estratégia, a Zilor aumentou sua receita líquida em 11%, para R$ 2 bilhões. Apenas a receita com as vendas de açúcar cresceu 57%, para R$ 813,9 milhões. Esse aumento mais do que compensou a redução do volume vendido de etanol e dos ganhos da Biorigin, unidade de negócio voltada à fabricação de ingredientes de nutrição animal e humana.

Segundo José Carlos Morelli, diretor Administrativo e de Relações com Acionistas da Zilor, como cerca de 90% das vendas da Biorigin são para o exterior, a unidade “sofreu forte pressão do câmbio”, já que no ano passado o real se apreciou ante o dólar. Apesar desse efeito negativo, a companhia ampliou a produção da Biorigin, o que se tornou possível depois de um investimento de R$ 221,5 milhões para duplicar a capacidade da fábrica.