Agronegócio em 2017: muito maior do que simplesmente “economia”

Por José Luiz Tejon Megido

Sob o ponto de vista da economia, o agronegócio tem sido o responsável pelo superávit da balança comercial, gerador de empregos, e fator irrigante de toda uma nova sociedade que se espraia pelo interior do País. O que chamo de “Brasilzão”. Tivemos uma queda na safra de grãos 2016/17, predominantemente pelo fator clima, onde recuamos para cerca de 190 milhões de toneladas. Porém, as perspectivas da nova safra, 2017/2018 apontam para uma super safra, acima de 213 milhões de toneladas de grãos.

Portanto o Brasil é grande no agronegócio, o 4º maior exportador mundial quando incluímos toda a visão das cadeias produtivas com o pós-porteira das fazendas, onde despontam Estados Unidos, Holanda, Alemanha e Brasil e o 2º maior quando não computamos a transformação e ad value, fortíssimas presenças em Holanda e Alemanha.

Somos hoje uma agrossociedade. Isso quer dizer uma civilização que se esparrama por todo o território, onde a base da riqueza econômica é oriunda da moderna agropecuária, mas toda uma rede de comercio, serviços e indústrias se estabelecem. Cidades como Araxá são estimulantes, reunindo o turismo das suas águas, com minério e com agronegócio. Locais que não existiam anos atrás como Lucas do Rio Verde, Sorriso no Mato Grosso, Luis Eduardo Magalhães na Bahia. De Palmas para o Norte de Tocantins. Uma Tailândia no Para com a melhor palma do planeta. Áreas brasileiras do que chamamos modernamente de locais para a “nova economia, ou economias de fronteira”, ou seja, o Brasil tem fronteiras e o agronegócio permitiu assegurar a posição brasileira dentre as 10 maiores economias do planeta graças a esse conhecimento aplicado. A educação e a pesquisa permitiram esse moderno avanço, suportado por inteligência. A ESALQ/USP, por exemplo, é considerada a 5ª melhor universidade agronômica do mundo.

Agronegócio 2017/2018 uma realidade esperançosa, e para o futuro próximo uma oportunidade sem igual em qualquer canto do planeta terra. Muito para ser feito? Sim. Então que venha um recurso que não custa nada: cooperativismo com criatividade. De graça, e dá pra mudar o mundo com este “ free capital”.

Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

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