A VOZ DO FORNECEDOR

O fungo que combate a cigarrinha é gratuito para o associado da AFCPO fungo que combate a cigarrinha é gratuito para o associado da AFCP

AFCP REALIZA COMBATE BIOLÓGICO DA CIGARRINHA NOS CANAVIAIS

O combate a Cigarrinha é uma prioridade do Departamento Técnico da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP). O setor produz um fungo que controla biologicamente esta praga sem agredir o meio ambiente. A  AFCP orienta os associados a fazerem o levantamento populacional da cigarrinha, e, se for o caso, solicitar a visita de um técnico da entidade para analisar a situação e distribuir o controle biológico sem custos. O fungo é produzido pelo Laboratório de Entomologia da AFCP, que conta com uma equipe de técnicos qualificados e produz, por dia, 250 kg do produto.

O fungo que combate biologicamente a cigarrinha é o Metarhizium anisopliae. O associado da AFCP pode adquiri-lo gratuitamente. “Os não sócios ou unidades industriais também podem adquirir. Basta pagar uma taxa de R$ 8,50 por kg. É ainda necessário fazer a solicitação com antecedência”, informa o vice-presidente do órgão, Paulo Giovanni, que também dirige o Departamento Técnico da AFCP.

O cuidado no manuseio, transporte e na aplicação do fungo é de suma importância para se obter um bom desempenho no combate à praga. A dosagem utilizada por hectare deve ser de 5 kg e, ao deixar de seguir os procedimentos, Giovanni adianta que a ação não terá boa eficiência. O Departamento e o Laboratório de Entomologia ficam na sede da AFCP, situada na avenida Mascarenhas de Moraes, em Recife, e está à disposição para esclarecer dúvidas.

 

EM MEIO A CRISE, FORNECEDORES DE CANA ENCONTRAM NOVO NEGÓCIO

Os irmãos Thiago e Philipe Jatobá, fornecedores de cana de seis unidades do Estado de Alagoas, encontraram, em meio à crise, uma forma de obter maior rentabilidade e custear os investimentos feitos em colheita mecanizada.

Os produtores fornecem a matéria-prima para três unidades do Grupo Carlos Lyra: Cachoeira do Mirim, Usina Caeté e Usina Marituba. E isto só é possível diante do plantio médio de 600 ha/safra e com uma área total de 4,2 mil ha de cana, colhidas mecanicamente com tecnologia desenvolvida para reduzir o custo do corte, e plantadas de forma semi-mecanizada com uma plantadora de mandioca.

A colheita é feita com o implemento Centra-Cana da FCN acoplado em um trator PCR de 100 cv, que faz o corte basal de duas linhas simultâneas e desponte de palha. Segundo Thiago Jatobá, com a tecnologia, eles conseguiram alcançar níveis satisfatórios de redução de custos, uma vez que o corte é de cana inteira e o carregamento é feito de forma convencional, dispensando uma estrutura complexa de operação, como prancha de transporte, transbordo, caminhão bombeiro etc.

Conseguindo realizar a colheita mecanizada com menores custos e diante da crise econômica, os irmãos decidiram prestar serviços de mecanização agrícola para usinas do Nordeste e Goiás. Segundo Philipe Jatobá, quando eles terminaram a colheita de suas áreas, um amigo e diretor de uma usina no Estado de Sergipe os procurou para alugar a máquina. Depois deste primeiro aluguel, os irmãos se profissionalizaram e abriram uma empresa de mecanização agrícola, que atende clientes nos estados de Alagoas, Sergipe, Maranhão, Goiás e Acre. “Produzimos cana-de-açúcar no Nordeste e o ciclo de produção daqui é diferente das demais regiões do país. Isto nos favorece, pois quando terminamos nossa safra, já estamos com contrato firmado para alguma região que esteja iniciando a moagem”, explica Thiago.

Plantio de cana com plantadora de mandioca

Além da inovação na prestação de serviços, os irmãos adaptaram uma plantadora de mandioca para fazer o seu plantio de cana-de-açúcar. Thiago explica que como o plantio de mandioca é muito parecido com o de cana, salvo três diferenças distintas, como o espaçamento entrelinhas, a quantidade de semente por hectare e a profundidade de sulcamento, eles precisaram fazer algumas adaptações na máquina.

“Produzimos cana na zona da mata alagoana e vimos uma grande dificuldade para fazermos nosso plantio, principalmente de inverno (período  muito chuvoso), pois as plantadoras de cana convencionais necessitam de uma colhedora convencional de cana picada para distribuir a semente e esta teria grandes dificuldades de operar neste período tão chuvoso, pois é uma máquina pesada e trabalha melhor em  terrenos com baixa umidade, diferente da plantadora de mandioca, que é um implemento leve e que pode ser acoplado no terceiro ponto de tomada-de-força de um trator a partir de 120 cv. Basicamente as adaptações foram: aumento do espaço entrelinhas, aumento da quantidade de semente e aumento da profundidade do sulcamento”, revela Philipe.

A plantadora está em fase de confecção por um fabricante de plantadora de mandioca do Estado do Paraná. A ideia, segundo os irmãos, é cortar cana (semente) inteira com a Centracana e plantar com a plantadora de mandioca, uma vez que a plantadora já tem a mesma função de cortar a semente em toletes, semeando, aplicando inseticidas, adubando e cobrindo.

“Um dos maiores custos do plantio está no desperdício de sementes e mão de obra. Com esta nova técnica, teremos uma mão de obra de oito colaboradores plantando 2 ha/turno”, afirma Thiago.

SIAMIG LANÇA 2ª FASE DA CAMPANHA EU VOU DE ETANOL

Cooperativa de Cruangi ganha isenção fiscal sobre qualquer serviçoCooperativa de Cruangi ganha isenção fiscal sobre qualquer serviçoA Siamig (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais) lançou no início de agosto a segunda fase da campanha Eu Vou de Etanol, que será veiculada no rádio e nas redes sociais. O objetivo é ampliar o consumo do combustível no Estado e reforçar seus vários benefícios econômicos, ambientais e sociais dentro dos 4Ps do etanol: boa Partida, melhor Preço, menos Poluentes, maior Potência.

 

As peças da campanha envolvem uma nova logomarca, mas preservando alguns símbolos da primeira fase, veiculada o ano passado nos meses de abril a julho, que remetem aos componentes dos carros como a roda, o volante e as luzes do painel. Além do lançamento de um vídeo, reforçando como é melhor abastecer com etanol, que não traz qualquer problema na partida do carro, oferece maior potência ao motor, tem melhor preço e é menos poluente do que a gasolina.

O novo site Eu Vou de Etanol traz dicas informativas sobre o etanol e a cadeia produtiva e explicações sobre seu ciclo, desde o cultivo da cana ao abastecimento do carro. A fanpage visa rebater os mitos que ainda persistem e reforçar as vantagens do combustível limpo e renovável para o meio ambiente e geração maior de empregos na comparação com a cadeia do petróleo. Além de anúncios patrocinados no Google Google Search, com mensagens atraentes para os usuários.

No rádio a campanha chama a atenção para a importância de se utilizar o etanol tanto para o meio ambiente quanto a saúde da população, em meio a notícias de aumento da poluição da capital mineira nos últimos anos. Minas Gerais tem a segunda maior frota de veículos do país e no ano passado reduziu a alíquota do ICMS do etanol hidratado de 19% para 14%.

TIMBAÚBA DÁ ISENÇÃO FISCAL À COOPERATIVA QUE ARRENDOU A USINA CRUANGI

Os 800 fornecedores de cana da Zona da Mata Norte, que fazem parte da Cooperativa responsável pela reabertura da Usina Cruangi (Coaf) no ano passado, responsável por movimentar R$ 44 milhões e empregar cerca de 4 mil trabalhadores no campo e na fábrica, preparam-se para o novo ciclo.

A expectativa é de manter o mesmo número de contratações e superar a produção frente o melhor apontamento do parque fabril e excelente condição dos canaviais diante das chuvas regulares. Aliado a isso, acaba de ser sancionada uma lei municipal em Timbaúba, onde a usina está instalada, que dá isenção fiscal à Coaf sobre qualquer serviço contratado pela unidade industrial, reduzindo custos de produção e deixando-a mais competitiva. A lei objetiva incentivar o cooperativismo no local, que, desde o último ano, tem sido o responsável por restabelecer a atividade sucroalcooleira com a reabertura de postos de trabalho e serviços extintos com o fechamento da usina, bem como o respectivo reaquecimento econômico da cidade.

“Enquanto dezenas de usinas fecharam nos últimos anos em virtude da aguda crise que afetou o setor sucroalcooleiro do país, aqui em PE, a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e o Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado (Sindicape), através do cooperativismo e da parceria governamental, reativaram as usinas Cruangi e Pumaty. Não há outro caminho eficaz, senão a união entre a iniciativa privada e pública”, diz Andrade Lima.

Na última safra, apesar da seca, a Cruangi fabricou 21 milhões de l de etanol.

OFICINA DE GESTÃO DE CUSTOS SUCROENERGÉTICOS

O segundo módulo da Oficina de Gestão de Custos Sucroenergéticos, uma parceria da Orplana e Pecege, foi ministrado no último dia 29 de julho. Com foco na Metodologia de levantamento de custos, no primeiro dia os alunos conheceram os métodos voltados aos fornecedores de cana e o segundo dia foi voltado as usinas e seus custos industriais.

A próxima turma da oficina será em Piracicaba, SP, sendo o primeiro módulo nos dias 21 e 22 de outubro e o segundo módulo nos dias 25 e 26 de novembro. Para mais informações acesse o site: www.orplana.com.br.

 

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