por Super User

O produtor de cana, especialmente o da região Nordeste, que encontra-se em plena safra, deve se apressar no corte e no fornecimento da cana às usinas para evitar a desvalorização do valor da matéria-prima do etanol. O preço da cana em Pernambuco, por exemplo, cairá R$ 5,76 por tonelada com base no preço atual, o que representa cerca de 6% do valor bruto do produto. Já o prejuízo no Centro-sul do Brasil chegará a R$ 6. Isto ocorrerá porque a lei federal (12.859/13) que concede crédito presumido do PIS/Pasep e Cofins na venda de etanol só é valida até este ano e não há previsão para renovação. Com isso, receberá um valor bem menor quem deixar para colher em 2017. A Associação dos Fornecedores de Cana de PE (AFCP) orienta os canavieiros a se apressarem no corte e no envio da cana para as usinas nestes dois últimos meses de 2016.

 

De setembro de 2013, período de vigência da lei, até o final de 2015, os créditos concedidos pelo governo somaram R$ 3,5 bilhões. Ainda falta contabilizar os valores de 2016. "Esta lei foi relevante para nosso setor. É importante que os produtores agilizem o fornecimento de cana neste ano para aproveitarem os benefícios deste estímulo fiscal", alerta o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, que também preside uma Cooperativa da entidade que reativou a usina Cruangi na Mata Norte do Estado. O dirigente inclusive alerta os 800 canavieiros cooperativos para colher e transportar nas próximas semanas a cana para o parque industrial da Coaf/Cruangi, a fim de aproveitar os melhores preços em razão da legislação. 

 

Apesar de pequena a expectativa sobre a renovação da lei por conta do grave problema fiscal do governo, Andrade Lima, que também preside a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), reforça o pleito do setor sucroenergetico pela manutenção da lei, haja vista sua contribuição para competitividade do etanol e seus benefícios socioeconomicamente para o país. "Além de fortalecer a demanda doméstica de combustíveis, a lei contribui para o restabelecimento da lavoura de cana, para o equilíbrio da condição financeira e econômica dos produtores e usinas e etc.", avalia Lima.