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CTNBIO VAI ANALISAR PEDIDO DE LIBERAÇÃO DE CANA TRANSGÊNICA

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizou, em outubro, uma audiência pública com a presença da sociedade civil para subsidiar a análise do primeiro pedido de liberação comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada. O processo é uma demanda do CTC (Centro de Tecnologia Canavieiro), que desenvolveu uma variedade da planta resistente à broca.

O CTC protocolou em 27 de dezembro de 2015 o pedido de liberação comercial que desencadeou a audiência pública. O processo em torno da cana-de-açúcar resistente à broca aguarda deliberação das subcomissões setoriais ambiental, animal, vegetal e de saúde humana da CTNBio. Segundo o presidente da CTNBio, Edivaldo Velini, em duas décadas de existência, a comissão elaborou relatórios acerca de 74 pleitos de Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA) de cana-de-açúcar transgênica. “Tivemos um fluxo maior até 2010, seguido de uma breve interrupção e uma retomada desses trabalhos a partir de 2014”, disse Velini, acrescentando que processos de pelo menos sete empresas, além da CTC, já foram analisados.

UNICA FÓRUM 2016 TERÁ APOIO DO GOVERNO DOS EUA

O USDA, sigla em inglês para Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, será um dos apoiadores oficiais do Unica Fórum 2016, que acontece no dia 28 de novembro deste ano, em São Paulo. Promovido pela Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), o inédito seminário vai reunir autoridades governamentais, renomados especialistas, empresários e executivos do setor sucroenergético para debater o papel dos produtos e energias renováveis que vem da cana-de-açúcar e milho na matriz energética.

Responsável pelo desenvolvimento e execução de políticas que impactam o mercado americano e global de etanol e outras commodities, o USDA mantém 93 escritórios, cobrindo 171 países. Três desses escritórios estão no Brasil. “Como maiores produtores de etanol, os EUA e o Brasil têm um papel importante no mercado mundial. Nós do USDA estamos animados em participar deste importante fórum e agradecidos em apoiar a Unica neste evento”, afirma Chanda Berk, presidente do consulado geral dos Estados Unidos no Brasil.

ANDRÉ ROCHA É O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA SETORIAL DO AÇÚCAR E DO ÁLCOOL

Em eleição ocorrida na primeira semana de outubro, durante reunião em Brasília, DF, a Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool, órgão ligado ao Ministério da Agricultura, definiu seu novo presidente para o biênio 2017/18. O presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, deve tomar posse como presidente na Câmara ainda em 2016. Ele substitui Ismael Perina Júnior, que presidiu a Câmara nos últimos dois anos.

Pelas regras adotadas pelos membros da Câmara Setorial, a presidência é alternada, a cada dois anos, por representantes dos dois principais elos que a compõem: fornecedores de cana e representantes das usinas. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Açúcar e do Álcool foi instalada em 26 de maio de 2003 pelo então Ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, tendo como missão atuar como foro consultivo na identificação de oportunidades ao desenvolvimento das cadeias produtivas, articulando agentes públicos e privados, definindo ações prioritárias de interesse comum, visando a atuação sistêmica e integrada dos diferentes segmentos produtivos.

PRODUÇÃO DE AÇÚCAR DA TAILÂNDIA EM 2016/17 DEVE CAIR 3,2% POR SECA

A produção de cana-de-açúcar da Tailândia no ano-safra 2016/17 deverá cair 3,2% devido a uma ampla seca registrada no país, o que irá reduzir também a produção de açúcar refinado. A Tailândia, segundo maior exportador de açúcar do mundo, passou pela maior seca em mais de duas décadas devido ao fenômeno climático El Niño, que impactou a produtividade de diversos cultivos ao levar um calor escaldante a todo o Sudeste Asiático.

A Tailândia espera colher 91 milhões de t de cana em 2016/17, abaixo dos 94,05 milhões de t em 2015/16, disse o secretário-geral do Conselho de Cana e Açúcar, Somsak Jantararoungtong. “Isso deve se traduzir em entre 9,3 milhões e 9,4 milhões de t de açúcar refinado no próximo ano, ante entre 9,6 milhões e 9,7 milhões neste ano”, disse Somsak. A produção de cana da Tailândia tem caído desde que o país colheu 105,96 milhões de t em 2014/15. A queda nos níveis de produção do país e da Índia contribuiu para previsões de um maior déficit no mercado global de açúcar neste ano, o que levou os preços internacionais da commodity.

GOIáS DEVERÁ TER QUEBRA DE 13% NA SAFRA

A safrav2016/17 em Goiás, segundo maior produtor de cana do País, deverá ter quebra de 13%, segundo avaliações do Sifaeg e do Sifaçúcar, sindicatos que representam o setor produtivo local. O Estado foi um dos mais afetados pelas adversidades climáticas neste ano, em especial a estiagem. Em outras localidades do País, como São Paulo e Paraná, a redução de produção será da ordem de 4%. A temporada em Goiás registrará a chamada “morte súbita”, fenômeno no qual, por falta de chuvas, a cana para de se desenvolver e tem de ser colhida precocemente, tendo como consequência perda de rendimento na indústria.

O presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar e também do Fórum Nacional Sucroenergético, André Rocha, afirmou que, além dos impactos do clima desfavorável, o Estado terá, como reflexo da crise, mais usinas entrando em recuperação judicial. O número subiu de cinco, no início do ano, para dez empresas nesta condição. Em 2015, até o fim da primeira quinzena de outubro, duas usinas haviam parado a moagem. Nesta safra, já são 12 unidades que encerraram a produção. No total, 60% das usinas terão encerrado a safra até o fim deste mês. A expectativa é de que o ciclo praticamente se encerre em novembro. Apenas duas das 36 unidades em operação em Goiás vão produzir em dezembro.

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