Após dois ciclos consecutivos de déficit, o balanço mundial de açúcar em 2017/18 tende a convergir para um quadro mais equilibrado entre a oferta e a demanda global. No entanto, a expansão do cultivo de beterraba na Europa, Rússia e Ucrânia, e de cana-de-açúcar em grandes players como Índia e Tailândia, não deve garantir a volta de um superávit em 2017/18. A avaliação é feita pela Datagro Consultoria.

Devido aos problemas enfrentados com a seca desde o ano passado, o poder de recuperação da Índia em produzir açúcar será mais limitado em relação ao estimado no início de 2017. De acordo com a Datagro, a produção de açúcar no país asiático deve chegar a 23,50 milhões de toneladas em 2017/18, volume insuficiente para atender a demanda doméstica.

Com restrições de oferta de canavial no Centro-Sul e a possibilidade de um menor mix para o açúcar em função da queda brusca dos preços em NY, o aumento na oferta da commodities a nível global ficará a cargo da União Europeia e Tailândia, onde a produção vai chegar a 19,5 mi de tons e 11,35 mi de tons, respectivamente.

Diante desse cenário, a consultoria estima que o balanço mundial de açúcar em 2017/18 deve apresentar um leve déficit de 194 mil toneladas, contra um déficit de 7,85 milhões de tons em 2016/17. A consultoria ressalta, ainda, que esses números poderão ser alterados devido a possibilidade de ocorrência de El Niño no segundo semestre deste ano.

(Fonte: Datagro)

As notícias compartilhadas e produzidas por outras fontes não traduzem a opinião do grupo RPA. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado ou do setor sucroenergético.

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