Nos últimos anos, parcerias entre o poder público e ONGs resultaram no lançamento de aplicativos para denúncia anônima de questões relacionadas a desmatamentos e queimadas ilegais, tráfico de animais silvestres, poluição do ar, problemas sanitários e emergências químicas. Após fazer o download dos softwares, disponíveis para os sistemas operacionais Android e iOS, a pessoa, com poucos toques na tela, rapidamente registra o delito com fotos ou vídeos e envia o material para ONGs ou diretamente para o departamento responsável pela fiscalização.

O consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Alfred Szwarc, elogia a tecnologia e cita a sua implantação recente em um dos estados mais rigorosos do País no que diz respeito à legislação ambiental. “Além de agilizar o processo de apuração das infrações, estes aplicativos ajudam a engajar a população na luta pela preservação dos nossos ecossistemas. Em São Paulo, onde existem diversas ações de proteção ambiental conduzidas por ONGs, governo e pelo setor agrícola, a adoção deste recurso é muito positiva e certamente contribuirá para reforçar este trabalho”, ressalta.

Desde janeiro deste ano, quando foi lançado, o programa “Denúncia Ambiente”, administrado pela Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo (SMA), já foi “baixado” mais de 300 vezes. No curto prazo, representará o principal canal de comunicação dos paulistas para relatar uma infração ambiental no Estado. A plataforma vai substituir um serviço telefônico da SMA mantido para o mesmo fim e que será encerrado em breve. Somente no ano passado, as ligações relataram mais de 4 mil casos criminosos.

Pioneirismo

Dois estados da região Norte-Nordeste estão entre os primeiros do Brasil a implantar com sucesso aplicativos de combate a crimes ambientais. Em outubro de 2015, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL)  lançou o “IMA Denuncie”. Após dois anos de uso, já foram contabilizadas aproximadamente 2 mil denúncias, sendo 1.122 ocorrências somente em 2016. Desmatamento, queima ilegal de vegetação e maus tratos a animais silvestres estão entre os crimes mais relatados. Os menos registrados são os de transporte irregular de produtos perigosos (0,11%) e de produtos florestais (0,22%) e os de pescas com explosivos e substâncias tóxicas (0,38%). Após a adoção do aplicativo, as denúncias saltaram de 23 para mais de 150 por mês.

No Amazonas, região de importância estratégica para o País por conta de sua extensa cobertura florestal, uma parceria entre o Instituto Amazônia Mais, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente, o Ministério Público Federal (Promotoria do Estado) e o Corpo de Bombeiros deu origem ao programa “Meu Ambiente” em abril de 2016. Após um ano de uso, a ferramenta já registrou 862 downloads e mais de 240 denúncias, dentre as quais: queimadas (28%); invasão de áreas protegidas (17%); poluição sonora (15%); e descarte irregular de resíduos (13%). Outros estados brasileiros também criaram aplicativos semelhantes, entre eles o Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Maranhão e Sergipe.

(Fonte: Unica-SP)

As notícias compartilhadas e produzidas por outras fontes não traduzem a opinião do grupo RPA. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate e de refletir as diversas tendências do mercado ou do setor sucroenergético.

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