Rodadas de negócios transformam Brasil em vitrine internacional do setor sucroenergético

Durante quatro dias, o Brasil se torna vitrine para negócios internacionais no setor sucroenergético ao aproximar compradores e fornecedores em Sertãozinho, durante a 25ª FENASUCRO & AGROCANA, maior feira mundial do setor, entre 22 e 25 de agosto.

Com expectativa de movimentar US$ 130 milhões, as rodadas internacionais de negócios do Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, parceria entre o Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), reunião 43 países compradores com fornecedores nacionais.

“O comércio internacional ajuda a complementar a retomada que as empresas nacionais do setor sucroenergético buscam. É importante ter essa estratégia internacional e as rodadas de negócios durante a FENASUCRO & AGROCANA, maior evento do mundo no setor, são essenciais para atrair empresas estrangeiras e fomentar a economia”, disse Flavio Castelar, diretor executivo do Apla.

O evento contará com a participação de 50 empresas nacionais e 20 internacionais, que vão negociar diretamente no espaço de negócios, com o apoio da Apla e Apex-Brasil e também do BNDES, que terá agentes no local. Já estão confirmadas também as participações de Estados Unidos, Honduras, Argentina, El Salvador, Guatemala, Cuba, Equador e Nicarágua.

“O Brasil se torna vitrine dos negócios e fica no radar das empresas internacionais, com foco ainda maior da América Central e América Latina”, afirma Flávio.

No ano passado, o projeto contou com a participação de 50 empresas brasileiras e 18 convidados internacionais. Durante o evento, foram registrados US$ 382 mil em negócios fechados e mais de US$ 138 milhões em expectativas de negócios durante 562 reuniões.

Para as empresas que buscam negócios dentro do Brasil, a 25ª FENASUCRO & AGROCANA também abre espaço para as rodadas nacionais de negócios. Organizadas pelo CEISE Br (Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis), as rodadas já tem 60 empresas confirmadas e visa aproximar grandes compradores nacionais e fornecedores.

“A rodada facilita os negócios, pois há o direcionamento. Quem precisa comprar já traz a proposta e quem quer vender já tem orçamento. São negócios diretos no ambiente da feira, o que tornam a rodada ainda mais atrativa”, disse Sebastião Macedo, gerente executivo do CEISE Br.

Ainda segundo ele, a expectativa para a segunda edição da rodada nacional é positiva, pois a retomada do setor também depende das negociações. “As usinas precisam investir em reforma e retrofit para atender as expectativas para a próxima safra. Por isso, os negócios começam a ser fechados na feira e a expectativa é positiva para o setor.”