Moagem de cana aumenta na quinzena de julho, mas clima pode afetar estimativa inicial da safra

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil atingiu 50,74 milhões de toneladas na segunda quinzena de julho. O volume é 2,64% superior ao processado no mesmo período da safra anterior, quando foram moídas 49,43 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados na manhã de hoje (11), no balanço de safra realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar, a Unica.

"Mesmo diante dessa expansão, desde o início da safra 2017/2018 até 1º de agosto, a moagem segue atrasada em 14,78 milhões de toneladas. Até o momento, esta safra somou 297,33 milhões de toneladas, contra 312,10 milhões registradas até igual data do ciclo 2016/2017", afirmou o relatório divulgado.


Açúcar e etanol

A produção de açúcar na segunda metade de julho totalizou 3,41 milhões de toneladas, alta de 9,54% sobre a mesma quinzena de 2016. O volume de etanol produzido somou 2,08 bilhões de litros. Deste total 934,75 milhões de litros foram destinados ao etanol anidro, maior do que o fabricado na safra anterior; e o etanol hidratado caiu: 1,14 bilhão de litros, ante 1,16 bi do ciclo anterior.

No acumulado da safra até 1º de agosto, o açúcar teve alta de 3,48% na quantidade de fabricação fechando com 17,57 milhões de toneladas, perante os 16,97 milhões da safra 2016/2017. O volume produzido de etanol da safra até agora somou 11,57 bilhões de litros, com 6,58 bilhões de litros de hidratado e 5,00 bilhões de litros, de anidro.


Produtividade dos canaviais e clima

A produtividade agrícola do canavial no Centro-Sul, analisada pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), de 1º abril até julho apresentou uma queda de 2,91%, quando comparado à safra passada. O rendimento está em 82,44 toneladas por hectare nesta temporada, contra 84,91 da safra anterior. No mês de julho, a produtividade agrícola dos canaviais alcançou 83,11 toneladas por hectare, valor que representa uma retração de 0,54% quando comparado ao mesmo período de 2016.

O clima seco predominante há quase dois meses no Centro-Sul favoreceu a colheita das unidades produtoras, mas estas mesmas condições climáticas podem acentuar a queda de produtividade agrícola nos próximos meses de safra.

"No início da safra, as condições climáticas e os índices registrados no campo indicavam uma recuperação da produtividade, mesmo com um canavial mais envelhecido. Essa percepção tem sido drasticamente alterada após esse período prolongado sem chuva. Importantes regiões canavieiras já manifestam preocupação quanto ao potencial impacto desse cenário sobre o resultado da safra 2017/2018", analisou a Unica.

O relatório aponta ainda que, a reposta da lavoura em relação a essas condições climáticas, pode mudar a estimativa de safra inicial.

Fonte: Agência UDOP de Notícias