Avanço da colheita e produção de açúcar no Brasil derrubam preços da commodity

Os preços do açúcar despencaram ontem (10) na bolsa de Nova York, com o avanço da colheita e fabricação da commodity no Brasil, maior produtor mundial. No vencimento outubro/17, o açúcar caiu 40 pontos, fechando negócios em 13.24 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para março/18 retraíram 36 pontos, firmando os preços em 14.14 centavos de dólar por libra-peso. As demais telas caíram entre 17 e 29 pontos.

A análise do jornal Valor Econômico de hoje (11) ouviu o diretor de commodities do banco Société Générale, Michael McDougall, sobre esse avanço na produção brasileira. "O açúcar está sendo pressionado porque a colheita tem avançado com toda velocidade por dois meses, o período mais longo de tempo seco em pelo menos quatro anos".

Em Londres, o dia também foi de quedas mais acentuadas. No lote para outubro/17, os preços do açúcar fecharam em US$ 366,50 a tonelada, baixa de 11,40 dólares. Na tela dezembro/17, a retração foi de 10,60 dólares, com a commodity comercializada a US$ 373,10 a tonelada. As demais cotações caíram entre 5,90 e 9,10 dólares.


Mercado doméstico

No Brasil, os preços do açúcar caíram pela quarta vez consecutiva ontem (10), de acordo com o indicador do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do tipo cristal fechou cotada a R$ 54,64, desvalorização de 0,73% ante os preços praticados na véspera.


Etanol

Já o etanol segue em alta nas usinas paulistas, segundo os dados medidos pela Esalq/BVMF. Ontem, o biocombustível foi vendido a R$ 1.494,00 o metro cúbico, alta de 0,37% em comparação ao dia anterior.

Fonte: Agência UDOP de Notícias