Endividamento das usinas de açúcar e etanol cresceu 138% em cinco anos

Nível de investimento também é pressionado e fica 30% abaixo do ideal

Nos últimos cinco anos, o endividamento das usinas de açúcar e etanol, especialmente da região Centro-sul do País, cresceu 138%, e o nível de investimento tem ficado 30% abaixo do ideal para saúde financeira das empresas. Foi o que destacou Pedro Fernandes, diretor de agronegócios do Itaú BBA, em palestra nesta terça-
feira (07), durante o segundo dia 17a. Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol.


Em sua apresentação, com base em levantamento do próprio Itaú BBA, Fernandes dividiu as usinas em quatro grupos distintos. O primeiro é composto por 09 empresas, que apresentam ótima performance financeira e capacidade de investimento. O segundo é formado por 28 empresas, que estão com a saúde financeira estável, mas que apresentam alguma dificuldade para realizar grandes movimentos estratégicos de investimento. O terceiro grupo, por sua vez, é composto por 13 empresas, com saúde financeira razoável, mas que precisam estar atentas à alocação de recursos. E por fim, o grupo mais sensível, de 17 empresas, que estão em situação difícil, como, por exemplo, recuperação judicial.


Segundo o executivo, a implantação do RenovaBio será fundamental para reversão deste quadro, para dar fôlego às usinas no tocante à geração de caixa, com vistas à diminuição do endividamento, além de funcionar como um imã para investimentos e negócios, entre os quais um novo ciclo de fusões e aquisições. Fernandes destacou, ainda, o avanço da emissão de CRAs no setor, como forma de captação de recursos de financiamento, mas ressalvou que as operações vinculadas ao mercado de capitais ainda são parte pequena do crédito para o segmento.

Fonte: Infomoney