Usina deve lucrar R$ 19 milhões anuais por venda de energia em leilão

A unidade UTE da Jalles Machado anunciou a venda de mais de 1,5 milhão de MWh de energia ao valor de R$ 258MWh. A venda aconteceu durante o 25° Leilão de Energia Nova A-4. A usina, localizada na região Centro-Oeste do país, revelou que foram contratados 86 lotes a serem exportados ao longe de 20 anos, contados a partir de 1° de janeiro de 2021.

O ICB (Índice de Custo Benefício) foi de R$ 234, considerando acréscimo de CEC (Custo Econômico de Curto Prazo), equivale a R$ 23/MWh, totalizando preço médio de R$ 258/MWh. Com o resultado, a usina terá receita adicional de R$ 19 milhões anuais. O Leilão A-4 foi realizado no dia 18/12 e ontem (20/12) aconteceu o Leilão A-6. A biomassa havia cadastrado 42 projetos para cada um dos certames, mas comercializou apenas sete (um no A-4 e seis no A-6).

Ao todo, os dois leilões contrataram 2.858,8 MW médios, com a biomassa representando menos de 4% em cada um. No geral, a energia adquirida desta fonte foi de 111,2 MW médios, com 8,6 MW médios comercializados no A-4 e 102,6 MW médios no A-6. Para o gerente em Bioeletricidade da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Zilmar Souza, apesar do baixo volume comercializado, a retomada de contratação de novos projetos de geração nos leilões regulados em 2017 foi uma boa notícia.

“Os certames ainda têm um papel importante na viabilização de projetos de bioeletricidade gerada a partir da biomassa, formada por resíduos urbanos e agrícolas - o bagaço e a palha da cana representam 89% desta fonte. É importante uma sequência regular e crescente de aquisição para este tipo de energia, com a perspectiva de manutenção ou melhora dos preços-teto a cada leilão. Isso dará segurança e previsibilidade ao setor sucroenergético, estimulando a estruturação de um número maior de projetos a cada novo certame”, comenta Souza.

De acordo com o especialista da Unica, se fossem transacionados os 42 projetos cadastrados inicialmente pela biomassa para o Leilão A-6, o volume estimado de investimentos envolvido representaria um aporte de aproximadamente R$ 10 bilhões até 2023 no setor. 

O preço médio final do Leilão A-4 foi de R$ 144,51/MWh e de R$ 189,45/MWh no A-6. A fonte solar fotovoltaica foi a que mais vendeu energia no A-4, respondendo por 76% do volume contratado, enquanto as termelétricas a gás natural foram as que mais comercializaram no A-6, responsável por 72% do total negociado no certame. Nos dois certames, esta fonte não renovável, sozinha, abocanhou 67% do total da demanda.

O próximo leilão já está agendado. O Ministério de Minas e Energia recentemente divulgou as diretrizes para o Leilão de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, denominado Leilão A-4/2018, que deverá ser realizado em 4 de abril de 2018. O início do suprimento de energia elétrica ocorrerá em 1º de janeiro de 2022, com prazo de suprimento de 20 anos para empreendimentos de geração a partir de fonte biomassa, eólica e solar fotovoltaica.