POR DENTRO DA USINA

Natália cherubin

ALTA MOGIANA OTIMIZA ATÉ 60% DO TEMPO DE PLANEJAMENTO E ANÁLISES DE OPERAÇÕES AGRÍCOLAS

A Usina Alta Mogiana, em São Joaquim da Barra, SP, adotou a Plataforma ArcGIS da Imagem, especializada em sistemas Inteligência Geográfica, e conseguiu potencializar, em até 60%, o tempo de planejamento e análises de certas operações agrícolas.

Atualmente, 100% dos projetos de plantio de cana e preparo de solo da usina são georreferenciados e automatizados. O processo é feito em blocos, permitindo analisar várias fazendas ao mesmo tempo, por meio de análises aprofundadas, avaliando fatores como altimetria, declividade, tipo de solos, circuitos viários, entre outros.

“A Inteligência Geográfica possibilitou uma considerável aceleração das atividades, permitindo melhorar a qualidade e aumentar a produtividade das tarefas, por meio da integração dos processos de planejamento e mapas, do preparo do solo, do plantio e da colheita”, afirma Luis Augusto Contin, gerente de desenvolvimento agrícola da Alta Mogiana.

Outro benefício alcançado com a tecnologia é a assistência junto aos sistemas de piloto automático utilizados pela usina nas máquinas e equipamentos agrícolas. A solução tem possibilitado a criação de linhas de condução projetadas no escritório da usina, bem como a aplicação de insumos em taxa variável, em projetos ambientais, defesas jurídicas e no contrato de exportação do etanol.

EDUCADORES VISITAM A USINA ESTIVA

A Usina Estiva é uma das principais parceiras da educação municipal em Novo Horizonte, SP, considerada uma das melhores redes públicas do país, segundo o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Brasil). Por isso, recebeu a visita de educadores de três estados brasileiros que participaram do encontro “Como Fazer seu Município ser Campeão no IDEB”.

Organizado pelo Instituto Conhecer, do Espírito Santo, o evento durou quatro dias e reuniu representantes dos municípios de Manhumirim, MG, Santa Teresa e Mantenópolis, ES, Araruama e Quatis, RJ, além de educadores de Novo Horizonte, do diretor de Educação e Cultura, Paulo Magri e sua equipe.

Na Estiva, os visitantes foram recepcionados pelo diretor Sandro Cabrera e pela supervisora de Comunicação e Eventos, Rose Barbosa Guerra. “Estamos sempre abertos aos projetos que envolvem a educação, principal ponte para o futuro e para o crescimento das pessoas, mas o trabalho do diretor Paulo Magri é sempre merecedor do nosso apoio e de todos os elogios”, disse Sandro.

Paulo Magri falou aos visitantes sobre a importância desta parceria com a Usina Estiva e destacou os diversos trabalhos já realizados pela empresa junto com a Diretoria de Educação e Cultura. “São muitos projetos, mas citamos, por exemplo, a Cinecoteca, o Centro Cultural Gino de Biasi Filho e programas como Era uma Vez Europa e Consertos e Concertos de Leitura”, apontou.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA UNIALCO PROTEGE A EMPRESA

O presidente do grupo sucroenergético Unialco, Luiz Guilherme Zancaner, afirmou que pedido de recuperação judicial foi realizado a fim de proteger a empresa e facilitar a renegociação de uma dívida de R$ 700 milhões, 97% dela com instituições bancárias. “O mercado é muito positivo hoje. O açúcar saiu de 10 cents para 14 cents (por libra) e o etanol de R$ 1,30 para R$ 2 (o litro). Os bancos iam tentar arresto de produtos e, para proteger a empresa pedimos a recuperação judicial”, disse.

A companhia, com unidades em Guararapes, SP, e em Aparecida do Taboado, MS, entrou com o pedido de recuperação judicial no início de novembro. Segundo o empresário, a expectativa é de que, após a Justiça deferir o pedido de recuperação e nomear um administrador judicial, um plano seja elaborado em até seis meses. “O plano será elaborado por nós mesmos e por um consultor. Não queremos nada complexo”, afirmou Zancaner. “Já conversamos com alguns credores informalmente e o diálogo foi positivo.”

Enquanto isso, a companhia segue processando normalmente a safra 2015/16 de cana-de-açúcar e deve moer 2,2 milhões de t na unidade de Guararapes, que tem capacidade para 2,6 milhões de t. Já na usina Alcoolvale, em MS, o processamento deve ser de 1,4 milhão das 1,6 milhão de t de capacidade instalada.

“Vamos fazer uma proposta de reestruturação que seja definitiva, independentemente se vamos vender ou não a Unialco. Temos 1,8 mil funcionários em pelo menos dez cidades diferentes nos dois estados e temos responsabilidade”, concluiu Zancaner.

GUARANI CONCLUI CAPTAÇÃO DE US$ 145 MILHÕES

A Guarani, empresa sucroalcooleira, controlada pela Tereos Internacional, concluiu duas operações financeiras em dólar que somam US$ 145 milhões. Os recursos serão usados para quitar dívidas que vencem em 2015. A mais recente operação, de US$ 115 milhões, foi fechada com um pool de bancos coordenado pelo holandês Rabobank.

O financiamento tem dois anos de carência e cinco de amortização. O diretor do Grupo Tereos, Jacyr Costa Filho, não informou a que taxa de juros o empréstimo foi fechado, mas afirmou que é “um pouco mais alta” do que o custo da dívida que será paga com essa captação.

Com essa repactuação a empresa resolve, não somente a dívida de curto prazo, mas também evita o desembolso em reais de uma dívida que, em dólar, está mais alta, dada a desvalorização do real no Brasil, em especial no segundo semestre deste ano. “Essas operações foram importantes porque permitiram que a empresa não ficasse sujeita à variação brusca do dólar”, disse Filho.

BIOSEV ESPERA COLHER 32 MILHÕES DE T COM AS NOVAS COLHEDORAS

Controlada pelo grupo francês Louis Dreyfus Commodities (LDC), a Biosev administra 11 usinas sucroenergéticas com capacidade anual para moer 36,4 milhões de t de cana-de-açúcar. A expectativa da Biosev é encerrar a temporada 2015/16 com moagem de 32 milhões de t, ante as 28,3 milhões de t da temporada anterior.

O ganho de moagem reflete os investimentos agrícolas, e, também, em novas máquinas. No início de novembro, a Biosev recebeu 15 novas colhedoras Case IH 8800 da Tracan, empresa revendedora da marca. E, com o maquinário indo para o campo, no último bimestre da safra 2015/16, a companhia sucroenergética espera superar 83,7 t de cana por ha, sua atual marca.

PERNAMBUCO REATIVA TRÊS USINAS E GERA 12 MIL EMPREGOS

Desativadas há pelo menos um ano, três usinas pernambucanas, situadas na Zona da Mata, voltaram a moer nesta safra, gerando mais de 12 mil empregos diretos e indiretos. Elas foram reativadas justamente no auge da crise econômica que tem derrubado as perspectivas de crescimento e fechado indústrias em todo o país.

Foi inclusive a crise que possibilitou a reabertura. “Enquanto outros estados fecham, nós abrimos. E abrimos na hora certa! Havia 1 milhão de t de cana sobrando na região e o preço do açúcar reagiu, porque a safra da Índia quebrou. Agora, estamos moendo fila atrás de fila e já estamos exportando até para a Europa”, comemora Gerson Carneiro Leão, sócio da usina Pedroza.

O faturamento não será pequeno e se o ritmo for mantido, cada uma deve faturar cerca de R$ 35 milhões em 2015. O dinheiro será repartido entre 12 mil agricultores, que, na maior parte, planta no quintal da própria casa, com a ajuda da família.

CRUANGI INJETA R$ 18 MILHÕES NA ECONOMIA DA MATA NORTE

Depois de três anos fechada, a usina Cruangi, em Timbaúba, completou dois meses de reabertura através da ação de uma cooperativa de fornecedores de cana. A iniciativa já é responsável por injetar na economia da Mata Norte cerca de R$ 18 milhões.

O dinheiro tem ajudado a movimentar financeiramente diversas cidades da região e colaborado com a abertura de novos postos de trabalho indiretos, além dos 4 mil gerados com a volta da usina.

O novo cenário tem ajudado parte da Mata Norte a reduzir impactos negativos da crise nacional sobre Pernambuco. Isso ocorre porque o dinheiro tem saído da usina para pagar trabalhadores e produtores de cana, bem como equipamentos e serviços, plantio, corte e transporte da cana, além dos honorários e impostos. Até agora, só com pagamentos pela cana fornecida e com os 4 mil trabalhadores do campo e da indústria envolvidos na moagem da Cruangi, foram destinados mais de R$ 9 milhões. Outros R$ 5 milhões foram voltados ao pagamento de equipamentos e serviços prestados na local.

LUCRO E VENDAS GLOBAIS DA BUNGE FICAM ABAIXO DAS PROJEÇÕES DO MERCADO

A multinacional americana Bunge anunciou que suas vendas e seu lucro líquido no terceiro trimestre deste ano ficaram abaixo das estimativas do mercado. O resultado foi pior que o esperado e se deu por conta da desvalorização do real no Brasil. De acordo com o resultado financeiro da companhia, o lucro por ação ficou em US$ 1,24 nos três meses, contra US$ 1,31 no mesmo intervalo do ano passado.

As vendas líquidas da Bunge caíram para US$ 10,79 bilhões no período, contra US$ 13,67 bilhões em 2014. A estimativa de analistas era de US$ 12,5 bilhões. Nos nove primeiros meses do ano, as vendas globais da multinacional recuaram de US$ 43,9 bilhões para US$ 32,4 bilhões, na comparação entre os dois anos.

A Bunge detém oito usinas de açúcar no país, com capacidade total de processamento de 20 milhões de t de cana. Conforme a companhia, o negócio representa cerca de 10% do comércio global de açúcar. Segundo o CEO, Soren Schroder, “olhando para frente”, a Bunge espera registrar mais de US$ 1 bilhão em Ebit no segmento agrícola no ano, e ganhos maiores em Food & Ingredients no 4º trimestre. “Devemos encerrar o ano com resultados positivos tanto em termos de Ebit quanto de fluxo de caixa livre”, disse ele.

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