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Etanol: aliado na neutralidade de carbono em carros híbridos

Carro híbrido flex da Toyota- prius
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Os ministros Adolfo Sachsida (Minas e Energia) e Joaquim Leite (Meio Ambiente), embaixadores estrangeiros e cerca de 50 parlamentares estiveram no escritório da UNICA, em Brasília, para conhecer quatro rotas tecnológicas para a mobilidade de baixo carbono do presente e do futuro. O evento foi promovido na terça-feira (7/6) pela fabricante Toyota em parceria com a UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia.

Dos quatro veículos apresentados, o híbrido-flex é aposta da fabricante para o país, por aliar um motor a combustão interna, abastecido com etanol, a um motor elétrico, obtendo alta eficiência energética. Os outros três modelos foram trazidos do Japão pela Toyota, como exemplos de energias disponíveis: híbrido “plug-in” (PHEV); elétrico a bateria (BEV); e célula de hidrogênio (FCEV). O único exemplar do Mirai no Brasil, movido a hidrogênio, saiu pela primeira vez da fábrica em São Paulo para ser apresentado no evento em Brasília.

“A tendência é a descarbonização, e o modo de fazer isso serão vários, a depender das condições climáticas, tecnológicas, sociais e econômicas de cada país”, afirmou o presidente da UNICA, Evandro Gussi.

“O Brasil ocupa uma posição privilegiada no concerto das nações quando esse é o tema, porque temos aqui o etanol, uma energia limpa e renovável, e não posso deixar de me referir ao veículo híbrido-flex, capaz de rodar com 100% etanol junto à toda eficiência do motor elétrico”, observou Gussi.

Híbrido-flex

O modelo, fabricado no Brasil desde 2019, possui um sistema que se recarrega automaticamente com o funcionamento do veículo, não sendo necessária infraestrutura de recarga, e pode alcançar o dobro de quilômetros com a mesma quantidade de combustível de um carro convencional. Em relação ao impacto ambiental, se for considerado o ciclo de vida do etanol, a redução de emissões do híbrido-flex é estimada em 70%.

“Temos muito orgulho de dizer que o híbrido-flex foi desenvolvido por engenheiros brasileiros em nossas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, e essa realidade está nas ruas do Brasil, com mais de 40 mil unidades rodando no país”, afirmou o presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang. “Acreditamos que a inovação nunca tem um impacto real se não for prática ao mesmo tempo. Se a tecnologia não for acessível à maioria das pessoas, não conseguiremos reduzir as emissões”, destacou Chang.

Atualmente, são dois modelos do híbrido-flex disponíveis (Corolla sedã e Cross), que representam mais de 60% dos veículos eletrificados vendidos em 2021 no Brasil. Eles também já são exportados para 22 países da América Latina e Caribe.

“Qual é a melhor tecnologia para cada país que busca neutralidade de carbono? Essa maneira varia de país para país”, disse o CEO da Toyota para América Latina e Caribe, Masahiro Inoue. “Precisamos encontrar o caminho certo para o crescimento da indústria automobilística no Brasil, e o etanol é uma ótima opção, por contribuir com a descarbonização no mundo. Devemos exportar não somente carros para a América Latina, mas também a tecnologia do etanol”, pontuou.

Políticas públicas

No cenário nacional, o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, ressaltou a liderança brasileira com o etanol, “um grande exemplo para o mundo de solução para a crise climática”. Ele disse que trabalhará junto aos ministérios de Minas e Energia e da Economia para incentivar a economia verde no Brasil.

Palavras endossadas pelo ministro Sachsida, que iniciou sua fala afirmando que dará muito peso à agenda ambiental em sua gestão. “Se depender de mim, vou colocar um “a” no nome do nosso ministério, que se chamará Ministério de Minas e Energia Ambiental”, disse. O ministro também destacou a importância do etanol para o país. “Valorizo e admiro as conquistas que foram feitas na área do etanol. É fundamental nos orgulharmos da nossa tradição, e isso será preservado enquanto eu estiver à frente do ministério”, concluiu Sachsida.

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