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Apesar da revisão, safra americana deve ser a maior dos últimos sete anos

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O USDA fez novos ajustes para a safra global de milho. Para a safra mundial de milho 2023/24, o USDA trouxe redução da produção em 1% frente o relatório de julho, para 1,21 bilhões de t, elevação do consumo em 3%, para 1,19 bilhões de t e aumento também do estoque final do cereal, para 311 milhões de t, alta de 4%.

A relação estoque/consumo mundial de milho segue projetada em 26% e a produtividade americana de milho foi revisada para baixo.

“A produtividade dos campos americanos de milho foi novamente revisada para baixo, com chuvas irregulares e temperaturas acima da média em áreas do Meio-Oeste durante o mês de julho. Com isso, a produção também diminuiu, para 383,8 milhões de toneladas, 1% abaixo da estimativa de julho. Apesar da queda, a safra 2023/24 deve apresentar crescimento de 10% para os EUA, representando a maior safra dos últimos sete anos”, disseram os analistas do Banco Itaú BBA.

Os prêmios para o milho no Brasil seguem firmes em campo positivo, segundo o banco. Além de uma colheita que está bem atrasada em relação ao ano passado (64% atual versus 80% em ago/22), o aumento da procura pelo cereal nacional, principalmente por compradores chineses, também é fator de sustentação. Apesar do custo de originação ter subido um pouco mais, com a recente valorização do dólar, o milho brasileiro ainda está barato.

Segundo o banco, a capacidade de produção de etanol de milho segue expandindo no Brasil. Com o aumento da produção do cereal, diversos investimentos em aumento de capacidade de produção de etanol de milho têm sido anunciados. A Conab projeta, para a safra 2023/24, uma produção de etanol de milho de 5,6 bilhões de litros.

“Com isso, projetamos um consumo do cereal para a produção do biocombustível de 13,1 milhões de toneladas, contra um consumo estimado em 10,3 milhões de toneladas para a mesma finalidade em 2022/23. Sendo assim, a participação do uso de milho para etanol no total da produção do cereal passará de 8% (22/23) para 10,3% (23/24)”, disseram os analista do Itaú BBA.

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