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São Martinho fecha contrato com a Compass para comercialização de biometano

A São Martinho projeta moer 22,6 milhões de toneladas na temporada 2025/26.
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Contrato traz volume médio de 63 mil metros cúbicos de biometano por dia 

A Compass e a São Martinho anunciaram ontem, 06, a assinatura de um contrato para comercialização de biometano. O gás de origem renovável, que será produzido pela São Martinho na unidade Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense (SP), será adquirido pela Compass – que levará ao mercado de gás brasileiro mais uma alternativa de suprimento.

O contrato tem um prazo de cinco anos renováveis por mais cinco, com volume médio de produção de 63 mil metros cúbicos de biometano por dia durante o período de safra (abril a novembro), a partir de 2025. Este é o maior contrato do país, em volume, entre um produtor de biometano do setor sucroalcooleiro e uma comercializadora independentes entre si.

O biometano será produzido a partir da purificação do biogás gerado pela biodigestão da vinhaça de cana-de-açúcar, um resíduo proveniente da fabricação de etanol. A construção da planta de biometano da Santa Cruz, um investimento de R$ 250 milhões anunciado pela São Martinho em outubro, está marcando a entrada da empresa no mercado de gás natural de origem renovável.

“Esse novo negócio está alinhado ao nosso plano estratégico e nos permite aumentar a rentabilidade por hectare cultivado e diversificar nossa receita em renováveis”, afirma Fabio Venturelli, presidente da São Martinho. Na Compass, a assinatura do novo contrato potencializa o crescimento do segmento de Marketing & Serviços da companhia.

“Estamos construindo um portfólio de soluções cada vez mais completas e sob medida para os nossos clientes na direção de uma transição energética segura e eficiente para uma economia de baixo carbono. Esse contrato é mais um estímulo para o desenvolvimento do biometano e também do mercado livre de gás”, explica Nelson Gomes, presidente da Compass.

Recentemente, a Compass anunciou a emissão de R$ 1,7 bilhão em debêntures com metas ESG, sendo uma delas justamente aumentar o volume de distribuição de biometano. Em agosto a Compass já havia anunciado um acordo com a Orizon para formar uma empresa com o objetivo de construir uma planta de biometano no aterro sanitário de Paulínia, SP.

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