Home Últimas Notícias Setor produtivo tem capacidade para atender novas políticas de biocombustíveis
Últimas Notícias

Setor produtivo tem capacidade para atender novas políticas de biocombustíveis

biocombustiveis
Compartilhar

Os segmentos de cana-de-açúcar, milho e soja estão preparados para suprir a maior demanda por matérias-primas utilizadas na fabricação de combustíveis renováveis até 2030. Esta é avaliação do CEO da SCA Etanol do Brasil, Martinho Seiiti Ono, a respeito de dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional. Ambos preveem alterações na política nacional de biocombustíveis focando a transição energética.

Tendo como escopo o Projeto Combustível do Futuro, as medidas, lideradas pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), incluem o aumento de 27% para 30% na adição de etanol anidro à gasolina e a mistura de 20% de biodiesel ao diesel fóssil. Ono, entrevistado no programa Tempo & Dinheiro, parte do Portal Notícias Agrícolas, avaliou os desdobramentos destas iniciativas.

“As duas regulamentações (PL 4.516/2023 e PL 4.196/2023) oferecem, essencialmente, maior previsibilidade para investimentos em programas de biocombustíveis para os próximos dez anos”, comentou.

O executivo também defendeu medidas mais ambiciosas, como a elevação de até 35% na mistura de etanol e de 25% em relação ao biodiesel ainda nesta década, porém com ressalvas: “Para se alcançar essas medidas, as montadoras [de veículos] e os fabricantes de equipamentos que usam de alguma maneira a gasolina ou diesel precisam dar o aval para que as condições de mistura atendam às normas técnicas sem nenhum prejuízo aos usuários”, sublinhou.

Considerando que atualmente mais de 80% da frota veicular é composta por automóveis flex, o CEO da SCA acredita que a proposta de mais etanol na gasolina pode ser levada à prática de imediato. “Qualquer mistura adicional de 27% para 30% não teria nenhum impacto de ordem técnica, uma vez que um carro flex pode usar até 100% de etanol hidratado”, afirmou.

Para o biodiesel, cujo teor de adição passará dos atuais 12% para 14% em março deste ano, Ono estima que a produção do biocombustível pode ultrapassar sete bilhões de litros em 2024.

Compartilhar

Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaqueOpinião

Manejo estratégico do canavial garante maior produção e amplia a longevidade da soqueira

O setor canavieiro brasileiro vive um momento de grandes oportunidades, mas também...

Últimas Notícias

Brasil pode ganhar com fim de restrição do etanol na gasolina nos EUA, diz StoneX

Uma mudança na legislação dos Estados Unidos pode ajudar a redesenhar o...

Últimas Notícias

Senadores veem enrolação do governo em projeto das dívidas rurais

A nova tentativa do governo de buscar convergência em relação ao projeto da renegociação...

Últimas Notícias

Coruripe registra EBITDA ajustado de R$ 1,94 bilhão no acumulado até abril de 2026

A Usina Coruripe registrou EBITDA ajustado de R$ 1,94 bilhão no acumulado...