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Agrovale amplia programa de doação de palha para criadores de gado

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O programa de Doação da Palhada da Agrovale, agroindústria canavieira localizada no estado da Bahia, que já beneficia pequenos criadores rurais de 23 municípios da região, agora também será estendido para a ASCCOD – Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Dormentes, em Pernambuco e para o município de São José do Jacuípe, na Bahia.

O termo da parceria ambiental, que vai beneficiar cerca de 500 pequenos criadores que vivem na área de sequeiro e sofrem com longos períodos de estiagem, foi assinado na manhã desta quinta-feira (12), pela gerente Administrativo Financeiro da empresa sucroenergética, Juliana Alves, o superintendente de Operações, César Cardoso e representantes das entidades beneficiadas.

A diretora administrativa da ASCCOD e secretaria de Agricultura de Dormentes, Samila Macedo, adiantou que a Associação reúne 98 criadores com um rebanho de 30 mil animais, entre caprinos, ovinos e bovinos. “A doação da palhada vai melhorar a qualidade da dieta dos nossos rebanhos. Dormentes é conhecido por possuir o maior rebanho ovino do Nordeste e o terceiro maior em número de caprinos. Só temos que agradecer a Agrovale por este benefício que vai fazer toda a diferença”, ressaltou.

Segundo o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de São José do Jacuípe, Laercio Araújo, o município conta hoje com aproximadamente 400 produtores que criam cerca de 12 mil animais, entre caprinos, ovinos e bovinos. “Vamos melhorar muito nosso rebanho e reduzir os custos com alimentação animal em 30%. Com essa economia, reverteremos os investimentos em melhoramento genético”, frisou.

A palhada é uma excelente fonte de alimento forrageiro com elevados índices produtivos e altos teores de carboidratos da cana-de-açúcar. O programa de Doação da Palhada da Agrovale foi criado em 2018 e a cada ano amplia o volume de doações.

Com o progressivo aumento de adesões, a demanda pela palhada tem crescido e se tornado uma das principais fontes de alimentação animal na região semiárida.

 

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Campanha reforça ações integradas com foco em segurança, meio ambiente e eficiência operacional A Raízen anunciou o lançamento de sua estratégia integrada de prevenção e combate a incêndios para a safra 2026/27, diante da aproximação do período seco e da possibilidade de eventos climáticos extremos. A iniciativa, que passa a vigorar a partir de maio, é estruturada por meio da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e tem como base a integração entre segurança, preservação ambiental e eficiência operacional. A companhia informa que o tema permanece como prioridade para a nova safra, com investimentos direcionados a pessoas, tecnologias e equipamentos. A campanha reúne diversas frentes de atuação coordenadas, incluindo plano de mídia, realização de carreatas e blitz educativas, ações pedagógicas em escolas, iniciativas de relações públicas e reforço da comunicação interna. De acordo com Hamilton Jordão, gerente corporativo de Operações Agrícolas da Raízen, a antecipação do período seco tem exigido intensificação das ações preventivas. Segundo ele, a prevenção de incêndios é tratada como um dos pilares das práticas no campo, com integração entre eficiência operacional e relacionamento com as comunidades do entorno. A estrutura de resposta a incêndios da companhia inclui monitoramento 24 horas com uso de satélites, sensores e softwares de inteligência, além de previsões meteorológicas e treinamentos de brigadas. Para a safra 2026/27, teve início a instalação de câmeras de alta precisão na unidade Barra, que utilizam inteligência artificial para prever e mitigar riscos antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. O trabalho preventivo abrange o monitoramento de mais de 430 mil hectares de cana-de-açúcar. Segundo Jordão, a segurança da comunidade e a integridade das operações demandam atuação conjunta entre equipes, parceiros e sociedade, com foco na continuidade e sustentabilidade das atividades. Para a campanha deste ano, a Raízen contará com uma frota de 238 veículos de brigada, sendo 206 caminhões-pipa e 32 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), além de um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados e cerca de 1.300 colaboradores treinados para suporte. A companhia também atua em parceria com Corpo de Bombeiros, polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações, fornecedores de cana e empresas parceiras, promovendo treinamentos e campanhas educativas com foco na prevenção de incêndios. Como parte das ações de combate, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal voltado ao reporte imediato de ocorrências em canaviais, além da orientação para acionamento do Corpo de Bombeiros pelo número 193. Entre os principais fatores que contribuem para o surgimento e a propagação de incêndios estão o descarte de bitucas de cigarro em estradas, fogueiras, soltura de balões, rituais religiosos em áreas abertas, limpeza de terrenos em regiões próximas a cidades e rodovias, além de incêndios criminosos. Condições climáticas como tempo seco, altas temperaturas e ventos intensos também ampliam o risco de propagação do fogo. Em relação às práticas agrícolas, a empresa destaca que atua em conformidade com o “Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde” e informa que não utiliza o fogo em nenhuma etapa de seus processos. A queima da palha da cana-de-açúcar foi eliminada há anos nas áreas de atuação da companhia, com adoção exclusiva de colheita mecanizada, sem envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas operações no campo.

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

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