Home Mercado Petróleo sobe mais de 1% com saída de Assad da Síria e com política monetária chinesa
MercadoÚltimas Notícias

Petróleo sobe mais de 1% com saída de Assad da Síria e com política monetária chinesa

Compartilhar

Os preços do petróleo subiram mais de 1% nesta segunda-feira devido ao maior risco geopolítico após a queda do presidente sírio Bashar al-Assad, e enquanto a China, maior importadora, sinalizou seu primeiro movimento em direção a uma postura de flexibilização da política monetária desde 2010.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 1,02 dólar, ou 1,4%, a 72,14 dólares por barril. Os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiram 1,17 dólar, ou 1,7%, a 68,37 dólares.

“Os eventos na Síria no fim de semana podem impactar o mercado de petróleo e aumentar o prêmio de risco geopolítico sobre os preços do petróleo nas próximas semanas e meses em meio a ainda mais instabilidade na região do Oriente Médio”, disse Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy.

Rebeldes sírios disseram na televisão estatal no domingo que haviam derrubado Assad, encerrando uma dinastia familiar de 50 anos e aumentando os temores de mais instabilidade em uma região devastada pela guerra.

Embora a Síria não seja um grande produtor de petróleo, ela tem influência geopolítica devido à sua localização e aos laços com a Rússia e o Irã e, combinada com as tensões em outras partes da região, a mudança de regime tem potencial para se espalhar para territórios vizinhos, disse Leon.

Enquanto isso, a China intensificará ajustes anticíclicos “não convencionais”, concentrando-se na expansão da demanda interna e no aumento do consumo, informou a mídia estatal Xinhua, citando uma leitura de uma reunião de altos funcionários do Partido Comunista e do Politburo.

O crescimento da China estagnou, pois uma queda no mercado imobiliário atingiu a confiança e o consumo. A política de afrouxamento se refere a ações de um banco central ou governo para impulsionar o crescimento, como aumentar a oferta de moeda, reduzir as taxas de juros e implementar estímulo fiscal.

“Vemos um aumento nos preços das commodities se a China realmente cumprir as promessas de uma política monetária mais flexível e a possibilidade de que eles façam o que for preciso para estimular a economia”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group.

A desaceleração da China foi um fator por trás da decisão do grupo de produtores de petróleo Opep+ na semana passada de adiar os planos de maior produção.

* Reportagem de Arunima Kumar em Bengaluru, Enes Tunagur em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Siyi Liu em Cingapura)

Com informações da Reuters / Arathy Somasekhar
Compartilhar

Episódio 26: Manejo de plantas daninhas em cana: por que começar antes faz toda a diferença?

Episódio 25: Bioenergia sem limites: o futuro da cana além do açúcar e do etanol

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Etanol de milho amplia demanda pelo cereal e muda dinâmica do mercado no Brasil

Consumo pelas usinas deve atingir 37,7 milhões de toneladas na safra 2026/27,...

Últimas Notícias

Armazenamento de carbono pode ser fonte de receita para usinas de etanol sem investimento direto

Modelos de negócio baseados na captura e armazenamento permanente de CO₂ permitem...

DestaquePopularÚltimas Notícias

Especial RH: Deixe de complicar e viva melhor

Uma dica simples para começar a ser feliz  por Renato Fazzolari Inicialmente,...

DestaqueÚltimas Notícias

Nordeste deve ampliar produção de açúcar em 10,3% na safra 2026/27 com avanço da produtividade e da tecnologia

Estudo do Banco do Nordeste aponta recuperação da oferta de cana, investimentos...