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Produção de cana-de-açúcar em MS cresce e deve ultrapassar 52 mil toneladas

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O terceiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2025/26 revelou uma redução na produção de cana-de-açúcar no Brasil em relação ao ciclo anterior. O relatório estima uma produção nacional de 666,4 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 1,6%.

A diminuição está relacionada às restrições hídricas observadas nas fases de desenvolvimento das lavouras em 2024, especialmente na região Centro-Sul, devido ao clima marcado por chuvas irregulares e temperaturas elevadas, que também favoreceram focos de incêndio e afetaram parte dos canaviais.

Apesar da retração geral, Mato Grosso do Sul apresentou alta de 6,3% na produção, atingindo 52,38 milhões de toneladas — o segundo maior volume do Centro-Oeste.

Para todo o país, estão previstos 8,97 milhões de hectares destinados à colheita, um crescimento de 2,4% sobre o ciclo anterior, segundo a Conab. No entanto, o clima menos favorável ainda impacta a produtividade média, que deve recuar 3,8%.

Na região Centro-Oeste, segunda principal produtora do país, a produtividade deve cair 1,9%, atingindo 77,02 toneladas por hectare. Em contrapartida, a área colhida deve crescer 6%, totalizando 1,96 milhão de hectares, o que deve elevar a produção regional para 151 milhões de toneladas, avanço de 3,9%.

Mato Grosso do Sul

O estado enfrentou escassez de matéria-prima em função das condições climáticas adversas. Chuvas abaixo da média entre julho e agosto e episódios de geada em julho afetaram a qualidade da cana, provocando queimaduras nas folhas e danos em áreas mais jovens, o que exigiu replantio em alguns talhões.

Esses fatores resultaram em atraso na colheita, levando parte das usinas a estender as operações até meados de dezembro.

No norte do estado, as chuvas de julho e agosto favoreceram a brotação da cana recém-colhida e ajudaram a reduzir os focos de incêndio, um comportamento atípico para o período. Entretanto, a partir de setembro, o padrão climático se tornou mais irregular, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.

Mesmo assim, Mato Grosso do Sul registrou aumento na área plantada (6,2%), na produtividade (0,1%) e na produção (6,3%), totalizando 52,38 milhões de toneladas na safra 2025/26.

As ocorrências de pragas como broca e cigarrinha foram pontuais e controladas por meio de monitoramento contínuo. Houve menor incidência de murcha-da-cana em relação à safra anterior, mas aumentaram os registros de Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

Apesar dos desafios, a perspectiva de produção segue positiva, com expectativa de resultados superiores aos do ciclo passado. Com o bom desempenho das lavouras de segunda safra, algumas indústrias sucroenergéticas planejam diversificar suas operações, com novas unidades voltadas à produção de etanol de milho.

A menor oferta de cana no país limita o aumento da produção de açúcar, que deve alcançar 45 milhões de toneladas, alta de 2% em relação à safra anterior. Caso se confirme, será o segundo maior volume da série histórica, atrás apenas da temporada 2023/24, quando foram produzidas 45,68 milhões de toneladas.

Já a produção total de etanol — somando cana e milho — deve atingir 36,2 bilhões de litros, queda de 2,8% ante 2024/25. O volume proveniente da cana deve cair 9,5%, para 26,55 bilhões de litros, enquanto o etanol de milho deve crescer 22,6%, alcançando 9,61 bilhões de litros.

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