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Centro-Sul deve moer 628,6 milhões de t na safra 2026/27, alta de 3,14%, projeta Pecege

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Recuperação da produtividade e do ATR sustenta avanço após safra 2025/26 marcada por queda de moagem e retração do etanol

A safra 2026/27 do Centro-Sul deverá registrar moagem de 628,6 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, crescimento de 3,14% em relação às 609,5 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. Os números constam na edição de fevereiro do Radar Compara, divulgada no dia 10 pelo Pecege Consultoria e Projetos, que também atualiza os dados da safra em curso.

De acordo com o relatório, a safra 2025/26 deve encerrar com retração de 1,99% na moagem frente às 621,9 milhões de toneladas processadas em 2024/25. O desempenho mais fraco do ciclo atual é atribuído, principalmente, à queda da produtividade agrícola. O TCH médio está estimado em 74,58 toneladas por hectare, redução de 4,12% sobre as 77,78 t/ha da temporada anterior. Para 2026/27, o Pecege projeta recuperação da produtividade para 76,73 t/ha, avanço de 2,88%, contribuindo para a recomposição da moagem.

Segundo o estudo, a área colhida segue em expansão moderada, passando de 7,995 milhões de hectares em 2024/25 para 8,172 milhões em 2025/26 e 8,193 milhões na projeção para 2026/27. A combinação entre leve crescimento de área e recuperação da produtividade sustenta a expectativa de avanço da produção no próximo ciclo.

O relatório também aponta recuo na qualidade da matéria-prima na safra atual. O ATR médio deve cair de 141,07 kg por tonelada em 2024/25 para 137,95 kg/t em 2025/26, redução de 2,22%. Para 2026/27, a estimativa é de leve recomposição para 139,25 kg/t. O ATR total acompanha esse movimento, passando de 87,7 milhões de toneladas para 84,1 milhões em 2025/26 (-4,17%), com projeção de retorno para 87,5 milhões de toneladas no ciclo seguinte (+4,11%).

Mesmo com menor ATR, a produção de açúcar do Centro-Sul deve permanecer praticamente estável em 2025/26. De acordo com o Pecege, o volume está estimado em 40,52 milhões de toneladas, ligeira alta de 0,88% frente às 40,17 milhões de toneladas da safra anterior, sustentada por um mix mais açucareiro. O direcionamento para açúcar sobe de 48,05% para 50,59% na safra atual, devendo retornar a 48,37% em 2026/27.

Já a produção de etanol de cana recua de 26,78 bilhões de litros em 2024/25 para 24,40 bilhões de litros em 2025/26, queda de 8,9%. O hidratado é o mais impactado, com retração de 11,01%. Para 2026/27, o relatório projeta recuperação do etanol total para 26,53 bilhões de litros, com crescimento tanto do anidro quanto do hidratado, em linha com o ajuste do mix.

O etanol de milho mantém trajetória de expansão. Segundo o Pecege, a produção deve atingir 9,16 bilhões de litros em 2025/26 e avançar para 10,26 bilhões de litros em 2026/27, ampliando sua participação na oferta nacional de biocombustíveis.

No agregado Brasil, a moagem total em 2025/26 está estimada em 666,1 milhões de toneladas, retração de 1,96%. A produção nacional de açúcar deve alcançar 43,79 milhões de toneladas, praticamente estável, enquanto o etanol total é projetado em 26,47 bilhões de litros, queda de 8,71% frente à safra anterior. Para 2026/27, o cenário traçado pelo relatório indica recomposição produtiva no Centro-Sul, com melhora na produtividade agrícola e no ATR, sustentando o avanço projetado da moagem e do etanol.

Nordeste também registra retração em 2025/26

Na região Norte-Nordeste, a safra 2025/26 deve somar 56,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, retração de 2,09% em relação ao ciclo anterior, segundo o Pecege. A produtividade agrícola está estimada em 58,73 t/ha (-1,63%), enquanto o ATR médio recua 6,10%, para 123,7 kg/t. O ATR total da região deve atingir 6,97 milhões de toneladas, queda de 8,06%.

O mix açucareiro na região está projetado em 48,67%, redução de 2,64 pontos percentuais frente à safra anterior. A produção de açúcar deve alcançar 3,25 milhões de toneladas, retração de 12,79%. Já o etanol total é estimado em 2,06 bilhões de litros (-6,90%), sendo 0,93 bilhão de litros de anidro e 1,13 bilhão de litros de hidratado.

No agregado Brasil, a moagem total está estimada em 666,1 milhões de toneladas em 2025/26 (-1,96%), com produção de açúcar praticamente estável em 43,79 milhões de toneladas e etanol total projetado em 26,47 bilhões de litros (-8,71%). Para 2026/27, o cenário traçado pelo relatório indica recomposição produtiva no Centro-Sul, com melhora na produtividade agrícola e no ATR, sustentando o avanço projetado da moagem e a recuperação do biocombustível.

Natália Cherubin para RPAnews

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