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Jacto oficializa lançamento comercial de colhedora de cana de duas linhas e mira ganho de eficiência operacional

Primeira colhedora de cana-de-açúcar da Jacto, a Hover 500, colhe simultaneamente duas linhas.
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A colhedora Hover 500 colhe simultaneamente duas linhas, pode dobrar capacidade por hora e reduzir em até 20% o consumo de combustível por tonelada

A Jacto apresenta na Agrishow 2026 a colhedora de cana-de-açúcar Hover 500, modelo de duas linhas que tem como proposta ampliar a capacidade operacional e melhorar a eficiência energética na colheita.

Entre os principais diferenciais está a capacidade de colher simultaneamente duas linhas de cana, o que pode representar até o dobro de toneladas colhidas por hora em relação às colhedoras de uma linha.

“Esse é um momento especial e muito estratégico para a Jacto, pois nos tornamos a primeira empresa brasileira a oferecer uma colhedora de cana em duas linhas. Ao longo do desenvolvimento da máquina buscamos entender como poderíamos oferecer uma entrega realmente diferenciada para o produtor. Hoje, quando avaliamos os principais indicadores de colheita – produtividade, perdas, impurezas vegetal e mineral e arranquio de soqueira, percebemos que a Hover 500 teve desempenho igual ou superior aos equipamentos disponíveis no mercado”, afirma Carlos Daniel Haushahn, CEO da companhia.

Além de colher em duas linhas, a nova colhedora apresenta tecnologia com o dispositivo de corte e transporte de cana localizado na parte frontal da máquina, em um conceito do tipo plataforma flutuante, que possibilita um corte mais preciso e com maior qualidade.

Essa tecnologia, com patente requerida pela empresa, contribui para a preservação da capacidade produtiva do canavial, uma vez que se adapta às diferentes condições do solo e é sensível às variações do relevo ao longo das linhas de cana, evitando o arranquio da soqueira e reduzindo impurezas minerais.

Outro destaque é a bitola de 2,7 metros, dimensionada para operar exatamente nas entrelinhas dos plantios convencionais de cana, nos espaçamentos de 1,5 x 1,5 metro e 1,4 x 1,4 metro, coincidindo com os rastros feitos por tratores e transbordos. Com isso, todos os equipamentos trafegam sobre o mesmo rastro, o que permite, em comparação com colhedoras de uma linha, redução de até 60% na área compactada.

No sistema de limpeza, a colhedora adota um conceito diferente dos equipamentos disponíveis no mercado. Em vez de trabalhar com exaustão ou sucção, utiliza fluxo de ar soprado, criando dois fluxos de ar de baixo para cima e realizando a limpeza da cana em dois estágios.

Eficiência energética

Outro destaque são os ganhos de economia de combustível por tonelada de cana colhida. Como as colhedoras operam, em geral, mais de 3 mil horas por ano, o consumo de combustível representa um dos principais componentes do custo de produção.

“Fizemos testes comparativos em campo, assegurando condições de operação semelhantes para as máquinas, e obtivemos redução de até 20% no consumo de combustível por tonelada de cana colhida”, afirma Haushahn.

Segundo a companhia, outras soluções também contribuem para o menor consumo de combustível, como o sistema de transmissão mecânica dos ventiladores e do picador, considerado mais eficiente do ponto de vista energético em relação aos sistemas convencionais utilizados no mercado.

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