Usina processou 2,278 milhões de toneladas de cana entre abril e junho; produção de etanol hidratado avançou 113,2%
A Usina Batatais moeu 2,278 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no primeiro trimestre da safra 2026/27, aumento de 8,5% em relação às 2,100 milhões de toneladas processadas no mesmo período da safra anterior. Os dados constam no Relatório da Administração, divulgado pela companhia em 31 de agosto, e são referentes ao acumulado da safra até 30 de junho.
No período, o ATR médio alcançou 123,21 kg por tonelada de cana, ante 117,61 kg/t no primeiro trimestre de 2025/26, avanço de 4,8%. A produtividade agrícola passou de 72,89 para 90,68 toneladas por hectare, crescimento de 24,4%, enquanto as toneladas de açúcar por hectare (TAH) avançaram de 8,572 para 11,173 toneladas, alta de 30,3%.
O mix destinado ao açúcar ficou em 50,09%, ante 65,28% no mesmo período da safra anterior.
Açúcar bruto recua e hidratado avança 113,2%
A produção de açúcar bruto somou 121 mil toneladas no primeiro trimestre da safra 2026/27, redução de 17,2% frente às 146 mil toneladas registradas no mesmo intervalo do ciclo anterior.
Já a produção de açúcar branco alcançou 16 mil toneladas, aumento de 56,6% em relação às 10 mil toneladas produzidas no primeiro trimestre de 2025/26.
No etanol, a produção de anidro ficou em 21 mil metros cúbicos, queda de 4,1% ante os 22 mil metros cúbicos do mesmo período da safra anterior. O hidratado, por sua vez, atingiu 70 mil metros cúbicos, crescimento de 113,2% frente aos 33 mil metros cúbicos registrados um ano antes.
A produção equivalente em sacas de açúcar avançou 14,3%, passando de 4,793 milhões para 5,477 milhões de sacas. A geração de energia elétrica ficou em 36 mil MWh nos dois períodos, com variação de 1,3% informada pela companhia.
Volume comercializado de açúcar cai 28,86%
O volume de açúcar comercializado passou de 96 mil toneladas no primeiro trimestre da safra 2025/26 para 68 mil toneladas em 2026/27, redução de 28,86%. O preço médio caiu 26,08%, de R$ 2.425 para R$ 1.792 por tonelada.
Segundo o Relatório da Administração, o preço médio do açúcar foi impactado por uma operação de venda equiparada à exportação realizada no trimestre, envolvendo 19.449 toneladas, cujo preço está sujeito à complementação futura, conforme as condições contratuais estabelecidas.
No etanol, o volume comercializado cresceu 21,18%, de 51 mil para 62 mil metros cúbicos, enquanto o preço médio passou de R$ 2.851 para R$ 2.390 por metro cúbico, queda de 16,18%.
EBITDA ajustado alcança R$ 89 milhões
A receita líquida consolidada da Usina Batatais somou R$ 283,852 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, frente a R$ 389,425 milhões no mesmo período da safra anterior, redução de 27,1%.
O EBITDA ajustado alcançou R$ 89,009 milhões, ante R$ 68,720 milhões no primeiro trimestre de 2025/26, avanço de 29,5%. Já o prejuízo do período ficou em R$ 40,890 milhões, frente a R$ 64,918 milhões no mesmo intervalo da safra anterior, redução de 37%.
Os investimentos consolidados somaram R$ 245,944 milhões no trimestre, ante R$ 117,491 milhões no mesmo período da safra anterior. Do total, R$ 71,501 milhões foram destinados ao biológico, R$ 156,364 milhões à cana-de-açúcar e R$ 18,079 milhões a ativos imobilizados e intangíveis.
Segundo a companhia, o grupo mantém investimentos na renovação e expansão dos canaviais, além da substituição de equipamentos industriais e agrícolas, visando à melhoria da automação, à modernização dos processos e à redução dos custos operacionais.
No Relatório da Administração, a Batatais informou ainda que o açúcar foi o produto de melhor remuneração no período, devido à estratégia comercial de preços adotada pelo grupo. Já a margem superior registrada na categoria “Outros” refere-se principalmente à venda de cana-de-açúcar e energia elétrica.
Natália Cherubin para RPAnews




