A engrenagem é uma tríade composta pela Usina Itajobi, adquirida pelo Celebration, e segundo o TJSP transferida para o grupo Entre Investimentos; o fundo Radford, fundo administrado pelo Banco Genial que tem como cotista único, justamente a Usina Itajobi; e, por fim as sociedades Berna Holdings Ltda. e Branson Holdings Ltda, que estão em nome de um laranja.O grupo Itajobi está com uma mediação em andamento no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de São José do Rio Preto para tentar reestruturar uma dívida de R$ 3 bilhões.
Quem é Walter III, o Waltinho
Conhecido como Waltinho, Walter Martins Ferreira III, um dos sócios constituídos pela Usina Itajobi, apareceu nas investigações como uma pessoa ligada à Reag. Ele já foi alvo de busca e apreensão em endereços em Barretos, no interior de São Paulo.
Waltinho está junto de Primo desde o início da sociedade com Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, que também está foragido. Eles compraram a formuladora Copape e a distribuidora Aster, em 2020, por meio de um fundo de gaveta da Reag, chamado Location.
O Location, segundo as investigações, pertence a Renato Steinle, que recebeu R$ 45 milhões da esposa de Primo antes de fazer o negócio para adquirir a formuladora e a distribuidora de combustíveis. As empresas representaram um salto na organização criminosa, que passou a se tornar uma dos grupos mais relevantes do país no setor.Toda a engenharia dessa compra fraudulenta foi desvendada e denunciada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), no âmbito da Operação Cassiopéia, um dos embriões da Carbono Oculto.
Metrópoles| Coluna Ramiro Brites