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Açúcar cai em NY com dólar mais forte e liquidação de posições

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Contrato de outubro recuou 1,21% em Nova York, enquanto açúcar branco caiu 0,48% em Londres

Os preços do açúcar fecharam em queda nesta terça-feira (15) nas bolsas internacionais. Segundo a Barchart, o contrato outubro do açúcar bruto em Nova York recuou 1,21%, para 18,80 centavos de dólar por libra-peso, atingindo a mínima em uma semana e meia. Em Londres, o açúcar branco com vencimento em outubro caiu 0,48%, para US$ 524,10 por tonelada. O movimento ocorreu em meio à valorização do dólar, que estimulou a liquidação de posições compradas nos futuros da commodity.

A pressão pode ser ampliada pelo volume elevado de posições compradas mantidas pelos fundos. O relatório semanal Commitment of Traders (COT) mostrou que, na semana encerrada em 8 de setembro, os fundos aumentaram em 28.055 contratos suas posições líquidas compradas no açúcar negociado em Nova York, para 160.551 contratos, o maior nível em quase três anos.

Na semana passada, o açúcar negociado em Nova York havia atingido a máxima em 17 meses, enquanto o açúcar branco em Londres alcançou o maior nível em três semanas, sustentado pelas perspectivas de déficit no mercado mundial. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou déficit global de 200 mil toneladas para 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas em 2025/26.

Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp projetou queda de 17% na produção de açúcar em 2026/27, para 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial da commodity.

Outras consultorias também apontam déficit para a próxima temporada. A Covrig Analytics estima déficit global de 300 mil toneladas em 2026/27, ante previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas. Já a StoneX elevou sua estimativa de déficit para 1,7 milhão de toneladas, frente às 550 mil toneladas projetadas anteriormente.

Para 2027/28, a Czarnikow prevê déficit mundial de 2,9 milhões de toneladas, diante da redução das áreas plantadas com cana-de-açúcar e beterraba. A consultoria estima que a produção global recue 0,7% na comparação anual, para 177 milhões de toneladas, principalmente em razão de problemas climáticos na Índia, União Europeia e Tailândia.

Na Índia, o Departamento Meteorológico informou que as chuvas acumuladas das monções entre junho e setembro estavam 15% abaixo da média até 15 de setembro. Apesar do déficit, houve melhora em relação aos 42% abaixo da média registrados em 30 de junho. O Ministério de Ciências da Terra do país alertou que a atual temporada de monções pode ser a mais fraca em 11 anos. A Índia é o segundo maior produtor mundial de açúcar.

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