Contrato outubro do bruto fechou a 17,50 cents/lb em Nova York, enquanto o branco recuou para US$ 502,60 por tonelada em Londres
Os preços do açúcar encerraram a sexta-feira, 25, em queda nas bolsas internacionais, pressionados por preocupações com a demanda. Segundo a Barchart, o contrato outubro do açúcar bruto negociado em Nova York recuou 0,46%, para 17,50 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato dezembro do açúcar branco caiu 1,43%, para US$ 502,60 por tonelada.
A pressão sobre as cotações veio principalmente dos sinais de enfraquecimento da demanda. De acordo com a McDougall Global Views, o atual volume de contratos em aberto no vencimento outubro em Nova York, que expira na próxima quarta-feira, indica que as entregas físicas podem alcançar cerca de 1,8 milhão de toneladas. O volume está acima da média registrada nos últimos seis anos e é interpretado como um sinal de demanda mais fraca.
Os preços já vinham apresentando pressão ao longo da semana. Na terça-feira, o açúcar negociado em Nova York atingiu a mínima de um mês, enquanto o açúcar branco em Londres caiu ao menor nível em um mês e meio.
Outro indicativo de menor demanda física veio do vencimento outubro em Londres, expirado na terça-feira. Foram entregues 499.350 toneladas de açúcar contra o contrato, volume 91% superior ao registrado um ano antes e uma das maiores entregas já observadas para um vencimento de outubro.
Também pesou sobre o mercado a revisão realizada pela StoneX para o balanço global de açúcar em 2026/27. A consultoria reduziu sua estimativa de déficit mundial para 900 mil toneladas, ante projeção de 1,7 milhão de toneladas divulgada em julho.
Fundos mantêm posição comprada elevada
O elevado volume de posições compradas mantidas pelos fundos de commodities também permanece como fator de atenção, já que pode ampliar eventuais movimentos de liquidação no mercado futuro de Nova York.
O relatório semanal Commitment of Traders (COT) mostrou que os fundos aumentaram em 791 contratos suas posições líquidas compradas em açúcar na semana encerrada em 15 de setembro, alcançando 161.342 contratos, o maior nível em quase três anos.
Apesar da pressão recente, o mercado encontra suporte nas perspectivas para o balanço global. Em 10 de setembro, o açúcar em Nova York chegou ao maior nível em 17 meses e uma semana diante das expectativas de déficit mundial.
No início do mês, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou déficit global de 200 mil toneladas para 2026/27, após um superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas para 2025/26.
Na Tailândia, outro fator acompanhado pelo mercado é a perspectiva de redução da oferta. A Thai Sugar Millers Corporation estima que a produção de açúcar do país em 2026/27 poderá cair 17% em relação à temporada anterior, para 10 milhões de toneladas. A Tailândia é o segundo maior exportador mundial de açúcar.
Com informações da Barchart


