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Açúcar recua com sinalização de exportações da Índia e maior oferta global

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Produção elevada na Índia e no Brasil pressiona cotações, enquanto petróleo e logística ainda sustentam o mercado

Os preços do açúcar recuaram para mínimas de duas semanas e meia na terça-feira, pressionados pela sinalização da Índia de que não pretende restringir suas exportações, movimento que pode ampliar a oferta global da commodity.  O contrato com vencimento em maio registrou queda de 2,61% e foi precificado em 14,58 centavos de dólar por libra-peso.

A queda ocorre após o secretário de Alimentos da Índia afirmar que o governo não tem planos de impor um banimento às exportações neste ano, reduzindo temores de que o país pudesse direcionar maior volume de cana para a produção de etanol em meio às incertezas no mercado de petróleo.

Antes disso, os preços já vinham pressionados desde a semana passada, quando a Federação Nacional das Cooperativas de Açúcar da Índia reportou aumento de 9% na produção do país na safra 2025/26 (de outubro a março), que alcançou 27,12 milhões de toneladas.

No Brasil, maior produtor global, o aumento da oferta também contribui para o viés baixista. Dados da UNICA indicam que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul na safra 2025/26, entre outubro e meados de março, avançou 0,7% na comparação anual, somando 40,25 milhões de toneladas. No período, as usinas elevaram o direcionamento da cana para a fabricação de açúcar, com o mix açucareiro passando de 48,08% para 50,61%.

Apesar da pressão recente, o mercado havia registrado forte valorização na semana anterior. Os contratos em Nova York e Londres atingiram máximas de quase seis meses, impulsionados pela alta do petróleo, que chegou a níveis recordes em quase quatro anos.

A valorização do petróleo tende a elevar a competitividade do etanol, incentivando as usinas a direcionarem mais cana para o biocombustível e reduzindo a oferta de açúcar. Além disso, o mercado ainda encontra suporte em fatores logísticos, como a redução do fluxo comercial causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que, segundo a Covrig Analytics, impacta cerca de 6% do comércio global de açúcar, limitando a disponibilidade de produto refinado.

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