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Açúcar renova mínimas em Nova York e Londres diante de expectativa de superávit global

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Os preços do açúcar ampliaram a queda nesta terça-feira, 28, renovando mínimas plurianuais nos principais mercados internacionais. Em Nova York, a commodity recuou para o menor nível em 4,75 anos no contrato futuro mais próximo, enquanto em Londres a desvalorização levou as cotações ao menor patamar em 4,25 anos.

O contrato de açúcar bruto com vencimento em março de 2026 caiu 0,09 centavo de dólar, ou 0,6%, indo a 14,37 centavos de dólar por libra-peso, tendo atingido anteriormente seu menor valor desde dezembro de 2020, com 14,28 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo de açúcar branco caiu 1,2% para US$ 417,10 a tonelada, tendo atingido seu menor valor desde julho de 2021, a US$ 415,20 por tonelada, na segunda-feira.

A pressão baixista tem sido constante nas últimas semanas, sustentada principalmente pelo aumento da produção no Brasil e pelas projeções de superávit global. Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em 16 de outubro, a produção de açúcar do Centro-Sul na segunda quinzena de setembro cresceu 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 3,137 milhões de toneladas. Além disso, o percentual da cana moída destinada à fabricação de açúcar subiu para 51,17%, contra 47,73% no mesmo intervalo de 2024. No acumulado da safra 2025/26 até setembro, a produção da região soma 33,524 milhões de toneladas, alta de 0,8% na comparação anual.

No horizonte, as projeções também reforçam o viés de maior oferta. A consultoria Datagro estimou na última terça-feira que a produção do Centro-Sul em 2026/27 deve crescer 3,9% em relação ao ciclo anterior, chegando ao recorde de 44 milhões de toneladas. O cenário de ampla disponibilidade global também é apontado por diferentes consultorias. Em 13 de outubro, o BMI Group projetou superávit mundial de 10,5 milhões de toneladas em 2025/26. Já a Covrig Analytics, em 7 de outubro, estimou excedente de 4,1 milhões de toneladas.

Outro fator de pressão vem da Índia. A perspectiva de maior produção no país asiático tende a intensificar a oferta para exportação, o que contribui para a fraqueza das cotações internacionais. A temporada de monções, considerada a mais forte em cinco anos, registrou até 30 de setembro 937,2 milímetros de chuvas acumuladas, volume 8% acima da média.

Com informações da Barchart

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