Estimativa menor para entrega contra o contrato outubro em Nova York sinaliza demanda mais firme; déficit global e clima também sustentam mercado
Os preços internacionais do açúcar encerraram a quinta-feira em alta. Na Bolsa de Nova York, o contrato março do açúcar bruto avançou 1,77%, para 18,97 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o dezembro do açúcar branco subiu 0,20%, cotado a US$ 507,30 por tonelada, segundo a Barchart.
A alta foi sustentada por sinais de que a demanda por açúcar pode estar melhor do que se projetava inicialmente. A Covrig Analytics estima que 1,45 milhão de toneladas de açúcar sejam entregues para a liquidação do contrato outubro em Nova York, que expirou na quarta-feira. A estimativa anterior era de 1,8 milhão de toneladas, e a redução foi interpretada como um sinal de demanda física mais forte.
As perspectivas para o balanço global também seguem no radar. A Organização Internacional do Açúcar projetou déficit mundial de 200 mil toneladas em 2026/27, após superávit estimado em 1,1 milhão de toneladas em 2025/26.
Na Tailândia, a Thai Sugar Millers Corp estimou que a produção de açúcar em 2026/27 poderá cair 17% em relação ao ciclo anterior, para 10 milhões de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial da commodity.
O clima também aparece como fator de sustentação. Segundo o material, há preocupação de que um evento forte de El Niño reduza as chuvas em Brasil, Índia e Tailândia, importantes regiões produtoras de açúcar.
A Covrig Analytics também projeta déficit global de 300 mil toneladas em 2026/27, ante previsão anterior de superávit de 100 mil toneladas.
Para 2027/28, a Czarnikow estima déficit mundial de 2,9 milhões de toneladas e produção global de 177 milhões de toneladas, queda de 0,7% na comparação anual, principalmente em razão de impactos climáticos na Índia, União Europeia e Tailândia.
Com informações da Barchart


