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Agricultores podem lucrar mais sem expandir área plantada com ajuda das abelhas

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A Embrapa Meio Ambiente, o Senar e a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) lançam capacitação on-line e gratuita sobre polinização agrícola, em parceria com a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

O curso foi elaborado com o objetivo de preencher lacunas de informação para uso profissional das abelhas associadas à polinização agrícola de culturas de interesse econômico.

De acordo com o chefe de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Meio Ambiente Cristiano Menezes, coordenador de capacitação do curso, o objetivo é contribuir com a divulgação científica, multiplicação de informações e ampliação do conhecimento sobre os polinizadores e a polinização agrícola.

Ana Assad, diretora executiva da A.B.E.L.H.A., lembra o potencial que o serviço ecossistêmico oferecido pelas abelhas oferta à agropecuária do Brasil: “A polinização agrícola contribui para o aumento da produtividade de diversos alimentos, como o café, a laranja, o morango, a maçã, o melão, entre muitos outros. Já o aluguel de colmeias para os agricultores é uma opção para aumento de renda dos apicultores e meliponicultores.”

No Brasil, foi calculado que a polinização relacionada à produção agrícola tem um valor anual de US$ 12 bilhões. Esse valor refere-se ao montante que os agricultores teriam de gastar caso não houvesse polinizadores animais.

Até mesmo cultivos que não são dependentes de polinizadores animais podem registrar ganho de produtividade com a presença de abelhas durante a floração. É o caso do café arábica, que pode ter aumento de 30% na produção de grãos, e mesmo a soja, onde estudos mostram que o sojicultor pode colher até 21% a mais, porém sem gastar um real a mais para obter essa produtividade extra.

Ao final do curso, os participantes serão capazes de discorrer sobre os conceitos gerais de polinização, compreender a importância da paisagem para conservação desses insetos, o impacto e a minimização de risco dos agrotóxicos, além de diferenciar visitantes florais de polinizadores, caracterizar a biologia floral e definir os seus benefícios para a produção.

Com o curso, profissionais do campo aprenderão como estimar um plano de manejo de polinização agrícola, incluindo polinização assistida, manejo da paisagem e manejo da cultura.

O conteúdo foi estruturado em 2 módulos. O módulo 1 abrange conceitos gerais sobre polinização e o módulo 2 será sobre cultivos agrícolas beneficiados. Entre os docentes do curso estão alguns dos maiores especialistas em polinizadores do Brasil, como a bióloga Vera Lúcia Imperatriz-Fonseca, da USP.

As inscrições podem ser feitas no site da Embrapa: Link

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