Projeto financiado pelo Itaú BBA prevê aumento de 223% na produção das áreas contempladas e é o primeiro do Eco Invest Brasil viabilizado na Caatinga
A Agrovale concluiu uma operação de cerca de R$ 200 milhões para recuperar áreas degradadas de canavial e ampliar a irrigação por gotejamento no semiárido brasileiro. Com prazo de sete anos, o financiamento integra o segundo leilão do Programa Eco Invest Brasil e representa o primeiro projeto viabilizado pela iniciativa federal no bioma Caatinga.
A operação foi estruturada e financiada pelo Itaú BBA e prevê investimentos voltados à recuperação produtiva das áreas e à implantação de um sistema de irrigação mais eficiente no uso da água.
Segundo o projeto, a expectativa é de aumento de aproximadamente 223% na produção em comparação aos sistemas convencionais de irrigação utilizados na região. Ao longo de sua execução, a receita estimada com a produção das áreas contempladas é de cerca de R$ 1,3 bilhão.
Os investimentos ganham relevância pelas características da região onde a Agrovale mantém suas lavouras. Localizadas no semiárido, as áreas estão sujeitas a precipitação média anual de aproximadamente 400 milímetros, tornando a irrigação fundamental para a produção agrícola.
A implantação do gotejamento busca reduzir o consumo de água e, ao mesmo tempo, elevar a produtividade das lavouras. O projeto prevê ainda ações para melhorar a qualidade do solo e sua capacidade de retenção de matéria orgânica, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa associadas à produção.
“A operação reforça nosso compromisso com uma produção cada vez mais eficiente e sustentável. Este projeto permitirá modernizar nossas operações, aumentar a produtividade das áreas cultivadas e otimizar o uso da água, gerando benefícios ambientais e econômicos de longo prazo”, afirma Juliana Alves, superintendente Administrativo Financeiro da Agrovale.
Primeiro projeto do Eco Invest na Caatinga
O financiamento da Agrovale faz parte do segundo leilão do Eco Invest Brasil, programa do governo federal voltado à mobilização de recursos para projetos associados à transição para uma economia de baixo carbono.
A operação é a primeira viabilizada no âmbito dessa rodada do programa para um projeto localizado na Caatinga.
Para Pedro Fernandes, diretor de Agronegócio do Itaú BBA, mecanismos financeiros voltados à recuperação de áreas degradadas podem contribuir para ampliar os investimentos do setor agropecuário.
“É uma satisfação participar da estruturação da primeira operação do Eco Invest II voltada à recuperação produtiva de áreas degradadas no bioma Caatinga. Acreditamos que mecanismos financeiros como este são fundamentais para ampliar o acesso a capital destinado à transição para uma economia de baixo carbono”, afirma.
Segundo Fernandes, os investimentos também podem contribuir para elevar a produtividade e aumentar a eficiência no uso dos recursos naturais.
Com o projeto, a Agrovale pretende combinar a recuperação de áreas de canavial com a modernização da infraestrutura de irrigação, buscando ampliar a produção em uma região onde a disponibilidade hídrica é um dos principais condicionantes da atividade agrícola.





