Home Mercado ANP debate retrospectiva e perspectivas do RenovaBio em evento com governo e mercado
MercadoÚltimas Notícias

ANP debate retrospectiva e perspectivas do RenovaBio em evento com governo e mercado

Compartilhar

No encontro, foram discutidos os resultados de cinco anos de programa e as perspectivas para o futuro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou, nos dias 29 e 30 de outubro, o evento “5 anos da Política Nacional de Biocombustíveis – RenovaBio: Retrospectiva e Perspectivas”. A ocasião celebrou cinco anos da operacionalização do programa, instituído pela Lei nº 13.576, de 26/12/2017, com o primeiro ciclo de metas de descarbonização iniciado em 2019.

Na abertura do evento, o diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, destacou a importância do programa e do papel da agência com relação aos biocombustíveis. “É reconhecendo a importância econômica, social e ambiental dos biocombustíveis que o RenovaBio vem, nesses últimos cinco anos, contribuindo de forma relevante para a redução da intensidade de carbono da matriz de transporte brasileira e assegurando a previsibilidade para o mercado de combustíveis”, afirmou.

Segundo Saboia, os números do RenovaBio são expressivos. “Aproximadamente 80% das usinas de etanol, 60% dos produtores de biodiesel e 40% dos produtores de biometano autorizados pela ANP estão certificados no programa”, afirma.

Ainda de acordo com ele, desde o início do RenovaBio, mais de 147 milhões de CBios foram gerados, minimizando a emissão de 147 milhões de toneladas de CO2 equivalente. “Isso é absolutamente notável e coloca o Brasil em uma posição de destaque no cenário internacional de transição energética. É um programa de que todos devemos ter muito orgulho”, completa.

O diretor da ANP, Fernando Moura, que realizou a moderação do painel “Visão Governamental sobre o RenovaBio”, reiterou o papel do programa. “Alguns pontos são mais do que pacíficos sobre RenovaBio: sua importância; seu mérito; o quanto ele contribui para a diversidade da matriz energética; e os impactos positivos em termos ambientais. Partimos, então, de uma base de concordância grande”, afirma.

Para o diretor, é relevante debater como os órgãos públicos veem o RenovaBio, “em uma perspectiva de olhar para frente”. “Do ponto de vista do regulador, é sempre muito importante estarmos juntos, ouvindo, discutindo. Nossa perspectiva aqui é a de pontos de ajuste, seja com relação à regulação ou a outros aspectos”, disse.

Ao longo dos dois dias de evento, foi feita análise dos resultados do RenovaBio até o momento, com a visão dos órgãos de governo e do mercado, bem como debatidas as perspectivas para os próximos anos.

Entre os temas abordados, estiveram a relação do programa com a transição energética, metas individuais de CBios, acordos de cooperação, cadeia de custodia de grãos, e critérios de elegibilidade e aprimoramento da RenovaCalc (calculadora que estima a intensidade de carbono de biocombustíveis).

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

XP reduz projeção de moagem de cana para 613,5 milhões de t no Centro-Sul

Estimativa para a safra 2026/27 foi reduzida em 12,4 milhões de toneladas;...

Últimas Notícias

Fim da 6×1 pode reduzir lucro de empresas do agro em até 15%, aponta BTG

Frigoríficos, usinas de açúcar e etanol e fabricantes de alimentos estão entre...

Últimas Notícias

Moagem de cana em Alagoas cresce 64,1% e supera 1,9 milhão de toneladas na safra 2026/27

Levantamento do Sindaçúcar-AL aponta avanço na produção de açúcar e etanol até...

Últimas NotíciasTemos Vagas

Raízen abre inscrições para mais de 70 vagas de estágio com foco no negócio de combustíveis

A companhia inicia seleção em outubro e o pacote de benefícios inclui...