Empresa inicia etapas operacionais da nova unidade e já avalia a construção de outras sete no Brasil
A Atvos, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira, 26, que registrou avanços na construção de sua primeira planta de biometano, localizada em Nova Alvorada do Sul (MS). O projeto recebeu investimento superior a R$ 350 milhões.
A unidade terá capacidade estimada para produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, a partir do aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar, como vinhaça e torta de filtro. Recentemente, teve início a etapa de recebimento do inóculo, insumo essencial para viabilizar a reação biológica que sustenta a produção do biocombustível.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente de operações da Atvos, Wilson Lucena, durante a Expocanas. Na ocasião, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), o secretário de meio ambiente, desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação do estado, Jaime Verruck, e o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paleari (PP), também visitaram a planta de biometano da Atvos.
“O biometano será utilizado principalmente para abastecer parte da nossa própria frota, substituindo o diesel nas operações. Nossa meta para os próximos anos é converter 100% da nossa frota para o uso do gás renovável”, disse Lucena.
O governador, por sua vez, falou sobre o plano do estado de se posicionar estrategicamente dentro de dois grandes temas globais: transição energética e segurança alimentar com sustentabilidade.
“E isso tem acontecido, pois o Mato Grosso do Sul tem crescido cada vez mais bem posicionado nessas duas áreas, com toda a cadeia produtiva do início ao fim, com a industrialização dessa base produtiva”, disse e seguiu: “Isso tem feito toda a diferença, são mais de R$ 100 bilhões de investimentos. Com geração de emprego, renda, capacidade de investimento, oportunidade para as pessoas, que é o que a gente quer ver no estado”.
Em paralelo aos avanços da nova planta, a Atvos também já iniciou os testes de caminhões com o biogás. Além de já ter alguns veículos adaptados, a companhia fechou uma parceria com a Scania para renovar a frota pesada e operar com biometano. Com a substituição do diesel, a estimativa é de uma redução anual entre 40 e 50 mil toneladas de CO2.
“Além do impacto ambiental positivo, a menor intensidade de carbono das nossas operações amplia o potencial de geração de créditos de descarbonização, fortalecendo toda a cadeia produtiva e gerando mais valor para os produtores de cana parceiros”, reforça Lucena.
O executivo também afirma que, nos próximos anos, a Atvos tem potencial para produzir até 137 milhões de metros cúbicos de biometano por safra com a implementação de outras sete plantas do biocombustível anexas às operações já existentes. Com essas oito plantas, a projeção é reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao uso de diesel.
Ainda de acordo com ele, parte do biometano também poderá ser destinada ao atendimento de municípios do entorno, contribuindo para a agenda de descarbonização regional e para as metas de carbono zero do estado de Mato Grosso do Sul.
“Essa região se tornou um dos polos mais dinâmicos da bioenergia no Brasil”, afirma Lucena. “Hoje, Mato Grosso do Sul tem um papel cada vez mais relevante na transição energética. A Atvos acredita profundamente no potencial da região e seguirá investindo para fortalecer essa cadeia produtiva que gera energia limpa, empregos e desenvolvimento para o Brasil”, completa.
Atualmente, a empresa opera três unidades industriais em Mato Grosso do Sul: a Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul; a Eldorado, em Rio Brilhante; e a Costa Rica, em Costa Rica.
*Atvos

