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Brasil estima colher quase 120 milhões de toneladas de milho safrinha e segue rumo à safra recorde em 24/25

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País espera por recorde do milho safrinha e se consolida como um dos maiores produtores globais da cultura. Práticas adequadas de manejo e planejamento adequados podem trazer sucesso para a safra

A produção de milho segunda safra, conhecida como safrinha, caminha para registrar um desempenho histórico na temporada 2024/2025. Com estimativas indicando uma colheita de 119,7 milhões de toneladas no total, o Brasil consolida sua posição como um dos maiores produtores globais do grão. A safrinha deve responder por aproximadamente 80% desse volume, reforçando sua importância estratégica para o agronegócio nacional.

A área destinada ao milho segunda safra deve crescer de 16,4 milhões para 16,6 milhões de hectares, enquanto a produtividade média deve avançar 3,8% em comparação com o ciclo anterior. Esses números refletem o crescente investimento dos produtores em tecnologias avançadas, manejo técnico e planejamento estratégico.

Segundo o agrônomo Renan Quisini, coordenador técnico de mercado da Nitro, de insumos para o agronegócio, o sucesso da safra, contudo, depende de práticas adequadas de manejo e planejamento. “Respeitar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é essencial para mitigar os impactos de variações climáticas, uma vez que cada região produtora possui janelas específicas para o plantio. Além disso, a escolha de insumos adequados e de sementes adaptadas à realidade local entregam mais resistência às pragas e doenças, desempenhado um papel decisivo na produtividade”, comenta.

A qualidade da plantabilidade é outro ponto-chave, com a semeadura uniforme e na profundidade ideal garantindo o desenvolvimento saudável das plantas. “O uso correto de adubação, baseado em análises de solo detalhadas, assegura que as culturas recebam os nutrientes necessários para um ciclo produtivo eficiente. O manejo integrado de pragas e doenças, como a cigarrinha, o percevejo e problemas fitossanitários como ferrugens e manchas foliares, também é crucial para evitar perdas”, explica o Renan.

O agrônomo pontua, ainda, que produtores que contam com assessoria técnica podem obter vantagem competitiva, uma vez que recebem suporte para decisões estratégicas, desde o planejamento até a colheita. “O sucesso da safra 2024/2025 está ao alcance, desde que o manejo e o monitoramento sejam realizados de forma constante e assertiva”, diz.

O especialista comenta, também, que embora as projeções sejam animadoras, fatores como clima e mercado continuam a demandar atenção redobrada. “O acompanhamento de dados divulgados por instituições como a Conab e o IBGE, alinhados com o manejo integrado e customizado para a cada situação, será indispensável para os produtores que desejam maximizar o potencial de suas lavouras nesta safra promissora”, indica Renan.

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