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Braskem capta US$ 100 mi com meta de vender mais plástico verde

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A Braskem acaba de anunciar que captou seu primeiro financiamento de US$ 100 milhões. A operação foi feita com o banco japonês Sumitomo Mitsui e associada à venda de plástico verde, que é o polietileno feito a partir da cana-de-açúcar.

O vencimento do empréstimo está previsto para junho de 2027. Quanto mais plástico verde a Braskem vender durante esse período, menor será a taxa de juros cobrada. Os valores exatos não foram divulgados ao mercado. Mas, para além dos custos envolvidos, Rosana Avolio, diretora de Relações com Investidores da Braskem, ressaltou a importância da operação para o posicionamento da companhia, em entrevista à Exame Invest.

“Claro que todo mundo quer custos competitivos e sempre vamos buscar isso. Mas assumimos esse compromisso porque acreditamos em seu impacto na sociedade – e a operação financeira é uma derivada disso. Acreditamos muito na nossa expansão de polietileno verde”, afirmou Avolio.

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Segundo Marina Dalben, diretora de finanças corporativas da Braskem, a iniciativa está alinhada com a estratégia de desenvolvimento sustentável da Braskem para 2030 e 2050, que integra a dimensão de Resultados Econômicos e Financeiros, com foco na criação de valor ESG.

“A contratação desta linha de crédito permite vincular as metas de sustentabilidade às operações financeiras da Companhia, engajando sua cadeia de valor a uma atuação mais responsável e reforçando o compromisso da Braskem com as melhores práticas globais em ESG”, explica Marina.

Ainda, segundo a executiva, para 2030 a Braskem busca ser referência por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável, garantindo a geração de valor aos seus acionistas ao mesmo tempo em que atende aos interesses da sociedade.

A Braskem tem como meta alcançar a capacidade de produção de 1 milhão de toneladas de plástico verde até 2030 e se tornar carbono neutra até 2050.

A expectativa da empresa é expandir a capacidade de produção de plástico verde de 200.000 toneladas para 260.000 até o fim deste ano. Cada tonelada de polietilieno verde produzido captura 2,5 toneladas de CO2 da atmosfera, enquanto o plástico feito com derivados do petróleo emite 2,1 toneladas de CO2. “Queremos extrair o maior valor de nossos compromissos ESG, seja reputacional ou financeiro”, disse Avolio.

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