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Com novo avião pulverizador autônomo, startup alça voo milionário no Brasil

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Empresa Pyka pretende comercializar no país 20 unidades de versão mais atualizada de aeronave agrícola 100% autônoma

A Pyka, startup de aviões agrícolas autônomos sediada no Vale do Silício, na Califórnia, vai intensificar sua atuação no Brasil com a chegada da versão mais atualizada do Pelican Spray, aeronave voltada à pulverização e 100% elétrica. Para isso, a companhia conta com a parceria da Synerjet Corp, empresa especializada em vendas de aviões.

O projeto é ambicioso: comercializar 20 ‘Pelicans Spray’ no Brasil em 2025 e entregar todos os equipamentos no início de 2026. Atualmente, a Pyka tem dez unidades deste modelo em atuação no mundo espalhadas por Estados Unidos, Brasil, Honduras e Reino Unido.

Mas não para por aí. Segundo Mateus Dallacqua, diretor de vendas e inovação da Synerjet, a meta é transformar 20 unidades em centenas por ano até 2030. “É nessa área de magnitude que a gente pretende chegar”, afirma o executivo.

A perspectiva é que o Brasil seja responsável por 25% dos negócios da empresa no mundo, de acordo com Michael Norcia, CEO da Pyka.

“Nós disponibilizamos cerca de US$ 80 milhões para pesquisa e desenvolvimento que incluem milhares de voos em vários países diferentes, em ambientes diferentes”, revela. Segundo ele, esse aporte, ainda em uso, será responsável por entregar o que há de mais moderno na aviação agrícola a fim de reduzir os custos operacionais de agricultores.

Para atrair os olhos do mercado, a característica mais realçada do Pelican é a capacidade de pulverizar durante a noite. “É a única aeronave autônoma que pode voar a noite, o momento ideal para atacar algumas pragas. É quando a temperatura e a umidade estão em condições ideais para ter uma aplicação segura e precisa”, explica Dallacqua.

O Pelican é o maior Sistema Aéreo Não Tripulado (UAS) autorizado pela Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos para atividades comerciais e também está habilitado pelas regulamentações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O modelo mais moderno da aeronave tem capacidade para transportar até 300 litros de carga útil e cobre até 90 hectares por hora a uma taxa de aplicação de dez litros por hectare. Junto do avião, também são fornecidos cinco conjuntos de baterias intercambiáveis que garantem operação contínua.

No Brasil, um grande comprador já está garantido. A SLC Agrícola adquiriu “alguns aviões”, revela o CEO da empresa. “Estou muito animado com isso, será a primeira vez que o Pelican vai operar em uma fazenda tão grande”.

Com duas safras por ano, regulamentações adequadas e um clima tropical que ajuda a preservar a qualidade das peças, o mercado brasileiro é atrativo para a Pyka. De acordo com Norcia, clientes no Estado de Mato Grosso serão estratégicos ao longo de 2025.

Com informações do Globo Rural / Marcos Fantin
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Episódio 22: Como as tecnologias e a IA impactam as operações agrícolas?

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