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Combustíveis: CBIE defende que governo reveja medidas de controle de preços

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Fuel pump, gas & petrol station. Free public domain CC0 photo (Crédito Rawpixel)
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O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), uma das consultorias mais influentes do Brasil no setor de energia, lançou, nesta quinta-feira (19), um relatório com as perspectivas para o setor energético em 2023 e defende que o Governo reveja as medidas promovidas ao longo de 2022 para mitigar o aumento dos preços dos combustíveis e afirma que políticas de controle ostensivo dos preços podem afastar o investimento externo e causar desequilíbrios nas cadeias de suprimento doméstico.

“As inconsistências em medidas regulatórias e no papel do Estado são uma das principais fontes de insegurança e risco para o segmento no Brasil. Por isso, é fundamental afastar essa imagem e aumentar a projeção do país no cenário global”, afirma Pedro Rodrigues, diretor e sócio do CBIE.

Biocombustíveis e energia renovável

O protagonismo brasileiro para a produção de biocombustíveis é enfatizado neste documento. O CBIE defende que eles tenham maior reconhecimento no programa de transição energética. De acordo com Bruno Pascon, diretor e sócio do CBIE, o biogás pode colaborar na descarbonização do setor do agronegócio gerando energia através de uma fonte não intermitente.

“Hoje o Brasil é o segundo maior produtor de biocombustíveis do mundo, só perde para os Estados Unidos, mas o nosso potencial é muito maior. E estamos falando de uma energia limpa, renovável e de economia circular. É importante que o Governo promova diferenciais tributários para incentivar o seu desenvolvimento”, afirma Pascon.

O documento traz ainda um panorama sobre os investimentos feitos em energias renováveis e apresenta o potencial brasileiro para eólicas offshore. O CBIE defende que haja avanços na regulação de eólicas offshore, já que, até o momento, existem apenas Projetos de Lei tramitando no Congresso. De acordo com o relatório, é preciso ainda que mais leilões sejam realizados, assim como investimentos para que haja avanços na criação de um mercado de créditos de carbono.

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