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Consultoria aposta que safra 2022/23 atingirá 548 milhões de toneladas

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A Archer Consulting reduziu sua estimativa na produção de cana para 22/23 no Centro-Sul para 548 milhões de toneladas – a anterior era de 552 milhões – também reduzindo a ATR em pouco mais de um quilo por tonelada de cana, o que ajusta a produção de açúcar para 31,5 milhões de toneladas, 525 mil a menos do que o ano passado.

Como já anunciado, o mix de produção, de acordo com Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting, deve priorizar o etanol em 56,2% e coloca a previsão de produção do combustível em 25,4 bilhões de litros que somados ao etanol de milho totalizam 29,8 bilhões de litros, dos quais 11.5 bilhões de litros de anidro e 18,3 bilhões de litros de hidratado. “Tem usina que vai elevar a produção de etanol mais de 10 pontos percentuais em relação à safra passada”, disse.

Em tese, de acordo com ele, a menor produção de açúcar no Brasil deveria provocar alta na cotação do produto na bolsa de NY e a inversão – ainda que pequena – nos primeiros contratos futuros lá negociados. “Ocorre que o Brasil, principal exportador do produto, antecipou-se fortemente há mais de um ano e vendeu e fixou preços para um volume de exportação superior a 20 milhões de toneladas para esta safra”, explica.

Dessa forma, a menos que houvesse uma corrida por parte das usinas em cancelar essas entregas de açúcar por meio de washouts, para aproveitar uma melhor remuneração do combustível, situação possível, mas não provável, o suprimento de açúcar está garantido. Segundo Corrêa, os rumores no mercado, no entanto, dão conta de que cerca de 300 mil toneladas de açúcar poderiam mudar para etanol.

“A desvalorização da rúpia indiana, as altas do preço do açúcar no mercado futuro de NY no primeiro quadrimestre deste ano e o fato de a Índia ter tido uma produção acima das expectativas incentivaram o país a acelerar suas exportações de açúcar aproveitando os preços remuneradores e inundando o mundo com quase 10 milhões de toneladas a serem embarcadas até o final da safra. E tudo isso apesar de o país ter direcionado até o momento 3,5 milhões de toneladas de açúcar equivalentes para a produção de etanol e da recuperação do consumo interno que pulou de 26,5 para 27,8 milhões de toneladas”, disse Corrêa.

Na próxima safra, a Índia deve continuar com a estratégia fixando preços de exportação em NY antes mesmo de produzir, como fazem outras origens. O volume não é significativo, segundo Corrêa, mas eles estão mais atentos ao mercado e à gestão de risco, efeito comum quando os subsídios desaparecem. A tendência é que esse comportamento permaneça.

“Com a inflação corroendo o mundo e as taxas de juros tentando combatê-la, é normal que o consumo das famílias caia e que as indústrias alimentícias reduzam seus estoques e posterguem eventuais reposições. Por outro lado, os produtores brasileiros estão preocupados acerca do custo de produção desta safra corrente (alguns colocaram um aumento de 12% no orçamento, tirados de uma cartola) e não fazem a menor ideia de quanto será o custo da safra 23/24”, disse.

A lógica de interromper eventuais fixações de preço de açúcar para exportação para o ano que vem está fundamentada na impossibilidade de se prever tantas variáveis sob um cenário de enorme incerteza mundial (duração da guerra, custos logísticos, inflação, taxa de juros, economia global) intensificada com as incertezas domésticas (eleições, comando da Petrobras, câmbio, problemas climáticos).

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