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Datagro projeta produção de 40,77 mi t de açúcar no Centro-Sul em 2025/26 e estabilidade em 2026/27

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Mix açucareiro menor deve compensar avanço da moagem de cana na próxima safra

A safra 2025/26 de açúcar no Centro-Sul do Brasil deve ser finalizada em 40,77 milhões de toneladas, segundo projeções apresentadas pela Datagro nesta quarta-feira, 4. Para 2026/27, a expectativa é de estabilidade na produção, em 40,7 milhões de toneladas, mesmo com a moagem de cana crescendo de 610,5 milhões para 635 milhões de toneladas, uma vez que o mix açucareiro deve recuar de 50,7% para 48,5%.

No Norte-Nordeste do Brasil, a produção deve cair de 3,62 milhões de toneladas em 2024/25 para 3,04 milhões em 2025/26 (setembro a agosto), refletindo não apenas um mix menos favorável ao açúcar, mas também problemas nos canaviais.

Na Índia, o avanço da colheita em canaviais mais jovens e o maior florescimento em estados como Maharashtra e Karnataka indicam que a safra 2025/26 deve atingir no máximo 30 milhões de toneladas, abaixo da estimativa inicial de 32,1 milhões, mas ainda acima das 26 milhões registradas em 2024/25. Para 2026/27, o principal risco está nas chuvas de monção, que podem ser afetadas por um provável El Niño a partir de julho de 2026.

Na Tailândia, atrasos na colheita levaram à revisão da moagem de cana de 103 para 98 milhões de toneladas em 2025/26 (novembro a outubro). Com isso, a produção de açúcar foi ajustada de 11,18 para 10,58 milhões de toneladas. Para 2026/27, a previsão aponta nova queda, para 9,72 milhões de toneladas.

Na União Europeia, a produção deve recuar de 16,56 milhões de toneladas em 2024/25 para 15,72 milhões em 2025/26 (outubro a setembro), diante da redução da área plantada. Para 2026/27, a expectativa é de nova retração de 7% a 8% na área, com produção estimada em 14,10 milhões de toneladas.

Na América Central, em compensação, o cenário é de recuperação generalizada, favorecida por melhores condições climáticas. Em El Salvador, a produção deve subir de 663 mil toneladas para 785 mil toneladas em 2025/26, enquanto a Guatemala deve ampliar a oferta em pouco mais de 250 mil toneladas, para 1,9 milhão de toneladas.

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