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Energis8 mira produção de 1 bilhão de litros de SAF de etanol no Brasil, diz CEO

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A empresa brasileira Energis8 espera produzir cerca de 1 bilhão de litros de combustível de aviação sustentável (SAF) por ano, disse o presidente-executivo Marcos Guerra à Reuters em uma entrevista, acrescentando que os principais planos devem estar concluídos até o final deste ano.

A empresa, também conhecida como E8R, produzirá combustível de aviação por meio de um modelo de processamento por encomenda, no qual os clientes fornecem etanol à Energis8 para ser transformado em SAF mediante o pagamento de uma taxa, disse Guerra na segunda-feira, 13, acrescentando que esse mecanismo será mais barato do que os preços no mercado à vista (spot).

O Brasil é um grande produtor de etanol. Embora o setor tenha sido por muito tempo domínio exclusivo dos produtores de cana-de-açúcar do país, a produção de etanol a partir de milho e outros grãos cresceu exponencialmente nos últimos anos, com líderes da indústria defendendo a expansão para combustíveis marítimos e de aviação.

O projeto deve entrar em operação em 2031 e a previsão é de que exija um investimento de US$ 1,3 bilhão, disse Guerra, acrescentando que está confiante de que a tendência global de usar energias renováveis em vez de combustíveis fósseis só vai ganhar força.

“Essa decisão não vai ser retirada”, afirmou ele em São Paulo, acrescentando que o projeto será construído em Paulínia (SP), para aproveitar a proximidade com importantes centros de aviação, como os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em Campinas (SP).

Embora o SAF seja atualmente mais caro do que o combustível de aviação à base de combustíveis fósseis, os custos certamente vão se aproximar da paridade no futuro, disse Guerra.

“Vai chegar um momento dentro aviação em que a energia renovável vai ser mais barata ou igual ao petróleo”, disse ele, observando que o modelo de processamento por encomenda mitigaria a exposição à volatilidade dos preços do SAF.

O projeto exigirá 1,7 bilhão de litros de etanol por ano para conversão em SAF, disse ele, e os clientes pagarão uma taxa por litro pela conversão.

Embora Guerra controle atualmente 85% da empresa – com os 15% restantes nas mãos de três outros executivos cujos nomes ele se recusou a revelar –, espera-se que 40% do financiamento do projeto venha de capital próprio, enquanto o restante será proveniente de dívida, acrescentou ele.

Reuters| Oliver Griffin

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