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Etanol: participação do consumo cresce no primeiro trimestre no Brasil

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O consumo de etanol registrou crescimento significativo nos três primeiros meses de 2024. Segundo estudo do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a participação do hidratado no consumo da frota de veículos saltou para 26,3%, contra os 17,7% do mesmo período do ano passado.

No trimestre, o etanol anidro misturado à gasolina e o etanol hidratado consumido diretamente pelos veículos foram responsáveis por 41,4% da energia consumida pelos veículos leves – esse valor é o maior registrado ao longo dos últimos 12 trimestres da série.

O Observatório de Bioeconomia da FGV faz o acompanhamento trimestral da dinâmica de consumo de combustíveis no Brasil, com atenção especial à análise e compreensão dos efeitos da bioenergia na redução das emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE).

O estudo mostrou que a maior participação do etanol e os ganhos de eficiência energético-ambiental da produção permitiram que a intensidade média de carbono da matriz de combustíveis leves atingisse 62,6 gCO2eq/MJ no primeiro trimestre, alcançando o menor valor observado desde o início de 2021.

Apenas nos três primeiros meses de 2024, as fontes de bioenergia evitaram o lançamento de 10,6 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera; volume equivalente ao plantio de 26,2 mil hectares de florestal tropical.

“Depois de um período conturbado com redução da mistura de biodiesel e eliminação do diferencial tributário do etanol no ciclo Otto, observamos uma recuperação da bioenergia no mercado nacional ao longo dos trimestres de 2023. Seguindo essa tendência, os resultados do primeiro trimestre de 2024 surpreenderam ao registrarem emissão evitada pela bioenergia 26,4% superior àquela observada no mesmo período de 2023”, destaca Luciano Rodrigues, que é coordenador do núcleo de bioenergia do Observatório e diretor de inteligência setorial da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA).

Ainda de acordo com os dados da Unica, Mato Grosso, Goiás e São Paulo se destacam como os estados com maior presença da bioenergia e menor quantidade de emissões de gases de efeito estufa originadas da queima de um megajoule de energia pelos veículos leves.

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