Executivo – Sempre em movimento

Wesley

Monteiro

Martinez

Idade

32 anos

Naturalidade

Penápolis, SP

Formação

Administração de Empresas e MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV)

Cargo

Gerente de Recursos Humanos da Diana Bioenergia

Hobbies

Praticar atividades físicas e curtir a vida com amigos e namorada

Filosofia de vida

Adaptar-se ao meio sem deixar para traz os valores e o sentido de vida.

Alisson Henrique

A área de RH dentro do setor sucroenergético deixou, há muito tempo, de ser visto apenas como o departamento responsável pelas contratações, treinamentos, pagamentos, controle de pessoas, para ser um dos pilares das organizações, reunindo gestão de pessoas e a comunicação como suas principais ferramentas.

A área de RH das usinas tem formado bons profissionais, como é o caso de Wesley Monteiro Martinez, gerente de Recursos Humanos da Diana Bioenergia que, com apenas 32 anos, se destaca e vem conseguindo mostrar a importância do departamento para a Usina Diana, que fica localizada em Avanhadava, SP. Martinez classifica sua trajetória profissional até aqui como rica e admite que isto se dá pela diversidade de conhecimentos que vem absorvendo ao longo do tempo. “Por todos os lugares por onde passei sempre tive uma figura ‘mentora’ que me apoiou e contribuiu para o meu desenvolvimento.”

No entanto, para chegar até a Usina Diana, o executivo do mês passou por uma série percalços e experiências, a começar com o divórcio de seus pais, quando ele tinha sete anos. “A partir daí passei a viver com a Sonia, uma das minhas três irmãs, com quem fiquei aproximadamente dois anos. Todavia, com dez anos tive necessidade de morar com minha outra irmã, Roseli. Quando cheguei aos 11 anos perdi meu pai por enfisema pulmonar. A partir daí, morei com minha outra irmã, Sueli, por aproximadamente 18 anos. ”

Neste período, ele notou que tinha um gosto muito grande pelo campo e animais, até que começou a frequentar um pequeno sítio, próximo a sua cidade natal, Penápolis, SP. Com isso, acabou criando uma grande amizade com os proprietários da terra, o Sr. Otacílio e Sra. Maria, que foram os seus primeiros mentores. “Apesar da simplicidade e falta de ensino literário, eles me ensinaram praticamente toda rotina de uma propriedade agrícola, desde tirar leite até vacinar os animais. No entanto, o ensinamento mais importante não foi a capacidade de desempenhar as tarefas básicas da propriedade e sim o caráter e a humildade.”

Com o tempo, Martinez tomou ainda mais gosto pelo campo, começando a criar porcos, vacas e galinhas. “Quando vi, com 15 anos já tinha arrendado três propriedades, 220 cabeças de gado, e já estava movendo vários negócios no meio. Eu sempre acordava às 3h, pegava a bicicleta e ia tirar leite. Terminava e ia para escola. Chegava por volta das 13h, almoçava e retomava a vida com o gado”, conta. Essa rotina ele manteve até seus 17 anos, quando entrou na faculdade e precisou interromper algumas atividades no sítio.

“Com o início da faculdade precisei também de um trabalho registrado, foi quando comecei a trabalhar em uma cerâmica em Avanhandava, SP, onde eu transportava lajes verdes para secagem com um carrinho de mão e alimentava os fornos com lenha. Nesta atividade fiquei por sete meses, visto que queria buscar algo que tivesse ligação com a faculdade. Foi então que consegui um estágio em Penápolis, em um escritório de contabilidade. Na época eu ganhava R$ 300 por mês. Como neste período eu tinha uma moto, que comprei após vender algumas vacas, conseguia ir trabalhar todos os dias de Avanhandava a Penápolis, fizesse chuva ou sol.”

Ele conta que ficou por lá cerca de três meses, quando se transferiu para o DAEP (Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Penápolis), onde começou um novo estágio. Segundo ele, este período foi bastante enriquecedor, pois mais uma vez encontrou pessoas dispostas a compartilhar conhecimento. “Foi no DAEP que me identifiquei com o RH, pois ali estagiei na área por dois anos e comecei, além de tomar gosto pela rotina, perceber que as pessoas são o motivo pelos fracassos e pelas vitórias, e que sempre haverá alguém para apoia-lo e estender a mão nas adversidades.”

USINA DIANA

Após completar dois anos de estágio, Martinez não podia mais prorrogar seu contrato. Foi aí que resolveu encaminhar seu currículo para a Usina Diana, onde conseguiu uma entrevista com Renato Barros, considerado por ele como mais um mentor em sua vida profissional e pessoal. “Ele me ensinou muito. Não só tecnicamente, como também pessoalmente, me mostrando a importância em ser ético e honesto. Nesta fase também tive outras pessoas que me ajudaram muito como a Helena, admirável e compreensiva, e o Paulo, detalhista e muito fiel aos procedimentos. É notável que eu tive uma sorte muito grande em ter pessoas incríveis no meu processo de desenvolvimento dentro da Diana”, comenta.

Seu primeiro cargo na usina foi auxiliar administrativo. Com o tempo, Martinez passou por uma transição, onde foi de assistente para analista, depois de líder a supervisor, se tornando coordenador e, há quatro anos, gerente. Junto com sua equipe ele vem desenvolvendo uma série de projetos. “Posso dizer que mudamos a cara da Diana, principalmente no que diz respeito a pessoas e ferramentas necessárias para engaja-las e motiva-las. Além disso conseguimos melhorias significativa nos processos. “Hoje tenho muito que agradecer ao meu CEO Ricardo Martins Junqueira, que me permite participar de todos processos da empresa com liberdade de opinar. Através disso foi possível alcançar a maioria dos projetos que traçamos”, conta.

“Hoje sou responsável por gerenciar a folha de pagamento, parte jurídica, recrutamento e seleção, treinamento, segurança do trabalho, medicina do trabalho, segurança patrimonial, sustentabilidade, facilities e ainda dou suporte ao que for necessário, seja na área agrícola, indústria ou financeira”, adiciona.

Orgulhoso, Martinez diz que a empresa deu um grande salto rumo ao desenvolvimento e valorização de pessoas nos últimos anos. Segundo ele, além de melhorias em todos os processos, houve uma transformação muito grande correlacionada a mudança de cultura. “A exemplo cito: definição e disseminação dos valores da empresa; alinhamento da estratégia e objetivos da companhia com os dos funcionários; envolvimento dos colaboradores nos processos decisórios; segregação de responsabilidades; gestão participativa; plano de carreira e estrutura de cargos e salários; definição de padrões de conduta; redução de acidentes; programas para melhoria de vida; programas voltados ao melhoramento do clima; melhoramento do transporte, a expansão da gama de benefícios entre outros”, detalha.

A Diana Bioenergia vem mostrando nos últimos anos que além de lucro, visa o bem-estar da população que vive em seu entorno. Tanto é que vem promovendo campanhas e trabalhos sociais que visam o desenvolvimento das pessoas ao redor da empresa. “A Diana sempre teve em suas raízes essa vontade de ajudar o próximo. Algumas ações nossas já foram, inclusive, premiadas. A exemplo posso citar os programas Semear Eco; Conhecer; Na medida; Projeto Vôlei; Projeto Guri e Parceiros da Educação, dentre outros. Também prezamos muito por nossos colaboradores. Hoje na empresa oferecemos convênio médico, odontológico, farmacêutico e cultural; seguro de vida; empréstimo consignado; auxílio educacional, entre outros.” Para ele, o maior desafio em gerenciar uma empresa está no quebrar paradigmas, mudar o que sempre existiu. “Temos que provar todos os dias que dá e podemos fazer diferente e melhor. ”

ADAPTAR-SE AO MEIO SEM DEIXAR SEUS VALORES

O executivo do mês lembra que mesmo com o passar dos anos, continua com uma agenda lotada. Ele conta que às cinco da manhã já está de pé para dar uma corrida antes de ir para o trabalho. “Depois do trabalho, não tem horário certo, mas independente da hora, vou para academia e, em seguida, faço aulas de inglês. Trato outras pendencias e aos sábados faço MBA. Aos domingos tento descansar”, explica.

Um dos segredos para suportar a vida agitada é a prática de esportes, uma das paixões de Martinez. Ele revela que nos finais de semana ou quando tem um tempo sobrando seus hobbies são as atividades físicas e o lazer com seus amigos, a namorada e a família. “Minha filosofia é: adaptar-se ao meio, porém, sem deixar para traz meus valores e o sentido de vida. Conciliar ambos é crucial. Não me vejo dizendo que é impossível fazer algo, pelo contrário, a palavra impossível me move e me dá mais ânimo para insistir. ”

Mesmo tão jovem, Martinez revela que um dos maiores aprendizados profissionais até agora foi desenvolver a capacidade de analisar qualquer que seja a situação antes de tomar uma decisão. Já no âmbito pessoal, ele aponta que aprendeu que relacionamentos são extremamente importantes e são a base de qualquer estrutura. “Me considero uma pessoa com muitos sonhos a alcançar. Um deles é ser reconhecido como um dos melhores modelos em gestão e principalmente através do desenvolvimento de pessoas”, finaliza.

Martinez conta que a empresa deu um grande salto rumo ao desenvolvimento e valorização de pessoas nos últimos anos. Segundo ele, além de melhorias em todos os processos, houve uma transformação muito grande correlacionada a mudança de cultura

Martinez revela que nos finais de semana gosta de praticar atividades físicas e curtir com os amigos, a namorada e a família