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Força real brasileira estimula cobertura vendida em futuros de açúcar

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Os preços do açúcar fecharam em forte alta na segunda-feira e registraram máximas de 1,5 semana. A força do real brasileiro provocou uma cobertura curta nos preços do açúcar depois que o real subiu na segunda-feira para uma alta de 15 meses em relação ao dólar. O real mais forte desencoraja as vendas de exportação dos produtores de açúcar do Brasil.

O contrato do açúcar bruto com vencimento em outubro subiu 0,21 centavo de dólar, ou 1,3%, a 16 centavos de dólar por libra-peso. Por sua vez, o contrato mais ativo do açúcar branco subiu US$ 6,20, ou 1,3%, a US$ 491,40 por tonelada.

Uma posição vendida excessiva por parte dos fundos no açúcar de NY poderia alimentar ganhos em qualquer recuperação de cobertura de posições vendidas. O relatório semanal do Commitment of Traders (COT) da última sexta-feira mostrou que os fundos aumentaram suas posições líquidas vendidas em futuros de açúcar em NY em 32.849, para 182.608, na semana encerrada em 9 de setembro, o maior valor em quase 6 anos e equivalentes a 9,3 milhões de toneladas de açúcar.

Em seu comentário semanal, Arnaldo Corrêa, analista de mercado e diretor da Archer Consulting disse que trata-se de um volume relevante e, ao mesmo tempo, vulnerável a qualquer movimento mais abrupto que o mercado possa apresentar.

“É a quarta semana consecutiva que os fundos aumentam a posição vendida. No período de quatro semanas eles ampliaram o short de 115,357 para 182,608 contratos, enquanto o mercado variou de 16.94 para 15.84 centavos de dólar por libra-peso. Numa conta simples, precisaram de 600 lotes para derrubar o mercado apenas 1 ponto, ou seja, 30 mil toneladas para derrubar apenas 1 ponto. E se eles fossem recomprar um terço da posição? Em quantos pontos afetariam o mercado na subida? Aí que reside a resposta de um milhão de dólares. Certamente não seria na mesma proporção, mas uma subida mais íngreme”, disse Corrêa.

As exportações brasileiras de açúcar seguem firmes. No mês de agosto com um acumulado de 34 milhões de toneladas embarcadas entre setembro de 2024 e agosto de 2025, o que representa uma queda de 10,3% em relação às 37.900 milhões de toneladas do mesmo período do ano anterior. No ano-safra atual — de abril a agosto de 2025 —, o volume embarcado somou 14,465 milhões de toneladas, 7% abaixo do registrado no mesmo intervalo do ciclo anterior.

Natália Cherubin com informações da Barchart

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