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Governo quer elevar mistura de etanol na gasolina para 32% no 1º semestre, diz ministro

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O governo brasileiro quer aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% ainda no primeiro semestre deste ano, em momento em que o Brasil enfrenta desafios na área de combustíveis, especialmente em diesel e gás de cozinha, por conta da alta dos preços decorrente da guerra no Irã.

“Quero aqui, em primeira mão, dizer que nós queremos fazer o E32 em breve, ainda no primeiro semestre deste ano”, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ao falar nesta quarta-feira, 8, durante participação em evento Latam Energy Week, no Rio de Janeiro (RJ).

Um eventual novo aumento da mistura – que já havia subido três pontos percentuais em agosto do ano passado, ante nível prévio de 27% – aconteceria em um ano em que o Brasil deverá produzir um recorde de etanol, com a expectativa de crescimento da safra de cana-de-açúcar, maior direcionamento dessa matéria-prima para a produção do biocombustível, além da expansão na produção do combustível de milho.

O maior direcionamento de cana para a produção de etanol, em detrimento do açúcar, deve acontecer em um cenário esperado por especialistas de preços mais interessantes do biocombustível, em relação ao adoçante. O açúcar bruto foi negociado em mínimas de cinco anos recentemente na bolsa de Nova York, referência global.

O preço do etanol anidro e hidratado nas usinas de São Paulo, principal produtor e consumidor, fechou o mês de março em queda, em meio a expectativas de um crescimento da produção do Centro-Sul.

Por outro lado, se houver um aumento da demanda por etanol com uma mistura de 32%, o mercado de açúcar poderia sofrer novos ajustes, já que haveria maior competição na destinação da cana.

Embora tenha afirmado que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) esteja se reunindo com mais frequência em função da guerra no Irã, o ministro evitou relacionar os fatos.

“Fizemos (uma reunião do CNPE) na semana passada. Nós vamos concluir os estudos ainda nos próximos 60 dias e queremos dar mais essa notícia boa para o Brasil, diante de tantas políticas públicas importantes para a segurança energética, para a modicidade tarifária e para o crescimento nacional”, disse Silveira.

O ministro pontuou que o Brasil tem avançado na agenda de biocombustíveis e que busca que o país seja autossuficiente em combustíveis.

“Está em fase de estudos para concluir. Nós aprovamos uma lei que se chama Combustível do Futuro. Uma lei que deu um exemplo para o mundo, que subiu a participação do etanol, que estava limitado na lei a 27%, para até 35%. Claro, dependendo de estudos técnicos para garantir a segurança desses aumentos”, completa.

Procuradas, entidades representantes de produtores de etanol, como União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) e União Nacional do Etanol de Milho (Unem), não comentaram o assunto imediatamente.

Demissão na Petrobras

Durante sua participação no evento, Silveira afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o seu papel ao dizer que um diretor da Petrobras errou ao realizar um leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP), o chamado gás de cozinha, que segundo ele iria aumentar o preço do insumo, inclusive para pessoas mais pobres.

A Petrobras informou na segunda-feira que seu conselho de administração, que tem maioria do governo, aprovou o encerramento antecipado do mandato do diretor-executivo de logística, comercialização e mercados, Claudio Schlosser.

A demissão ocorreu após Lula afirmar em uma entrevista que iria cancelar um leilão de GLP da Petrobras realizado em 31 de março, que havia registrado ágios de até 100%.

“O presidente Lula estava indignado com a área da Petrobras, que fez um leilão em um momento tão grave que nós estamos atravessando no suprimento de GLP, de diesel e de gasolina. Fazer o leilão para aumentar o preço”, disse Silveira.

“Por mais que a gente respeite a governança (da Petrobras), eu quero repetir que eu respeitei tanto todos esses três anos, mas o presidente Lula manifestou aquilo que está na alma dele”, completou.

Silveira disse ainda que a Petrobras “deve ter se tocado com a indignação do presidente da República e fez o certo, que é, em um momento desse, defender menores preços estáveis para aquilo que é essencial: GLP, gasolina e diesel na bomba mais barato para o consumidor”.

Reuters| Marta Nogueira, Fabio Teixeira e Rodrigo Viga Gaier

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Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

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