Home Destaque GVO diz que não é investigada em esquema do PCC e que colabora com autoridades
DestaqueÚltimas Notícias

GVO diz que não é investigada em esquema do PCC e que colabora com autoridades

Compartilhar

O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), de açúcar e etanol, afirmou que “não é alvo da investigação” e que “contribui com as autoridades”. A companhia foi citada em documentos relacionados à megaoperação da Receita Federal contra fraudes no setor de combustíveis.

Segundo comunicado enviado à reportagem e assinado pelo advogado da empresa, Rogério Cury, as operações financeiras da GVO “foram informadas e aprovadas pelo Poder Judiciário”.

De acordo com o comunicado, “todas as contratações e recebimentos foram e são devidamente declarados às autoridades competentes, de acordo com a legislação vigente”. A empresa afirmou ainda que continua “a atuar de maneira ética, profissional, gerando centenas de empregos, diretos e indiretos, e receitas ao estado e à União”.

Segundo processo do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ao qual a reportagem teve acesso, Mohamad Hussein Mourad é um empresário que teria ligações com o PCC e que estaria tentando comprar a GVO, que está em recuperação judicial e tem duas usinas de cana-de-açúcar em processo de leilão.

A acusação está ligada à megaoperação deflagrada nesta quinta-feira, 28, e foi elaborada pelos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal, das Polícias Civil e Militar, da Receita Federal, da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, entre outros.

Segundo a denúncia, Mourad já teria adquirido, por meio do fundo Mabruk II, créditos bancários da GVO com garantia real para se colocar no polo credor. O empresário também utilizou o fundo Celebration para acertar um contrato de parceria agrícola com a GVO, “apossando-se de propriedades rurais” de cana nas regiões de Catanduva e Itapira.

A reportagem da Globo Rural apurou que a Usina Itajobi, que segundo a denúncia foi comprada por Mourad por meio do fundo Mabruk II. Ele arrendou a usina da GVO de Catanduva na safra passada (2024/25), operando-a após anos parada, e devolvendo-a ao fim do ciclo.

*Globo Rural

Compartilhar

Ep. 21: O futuro do setor sucroenergético | Perspectiva para Safra 2026/27

Episódio 20: Murchamento: A Nova Ameaça da Cana | DaCana Cast

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Raízen aprova José Flavio Ramos como conselheiro independente

A Raízen informou que seu Conselho de Administração aprovou, nesta segunda-feira (30),...

AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Açúcar reage no spot paulista com maior atividade de compradores e oferta restrita

O mercado spot de açúcar cristal branco no estado de São Paulo...

Últimas NotíciasMercado

Etanol hidratado se mantém estável no mercado paulista, mesmo com oferta reduzida

Os preços do etanol hidratado permaneceram praticamente estáveis no mercado spot do...

Últimas Notícias

Em crise e sem fertilizantes, fornecedores de cana farão protesto na Alepe

Na próxima terça-feira (7), por volta das 9h, a Assembleia Legislativa de...