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IAC Comemora 138 Anos e anuncia novas variedades de cana-de-açúcar

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No dia 27 de junho, o Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, celebrou seu 138º aniversário com resultados inéditos que reforçam seu papel como líder em pesquisa e desenvolvimento agrícola. Nos últimos 12 meses, o Instituto disponibilizou 20 novas cultivares de diversas espécies, incluindo cana-de-açúcar, feijão, citros, batata, milho e outros, reafirmando sua contínua atuação no avanço da ciência agrícola.

Entre os principais destaques desta comemoração estão as novas variedades de cana-de-açúcar, que serão liberadas em novembro de 2025. As duas novas cultivares, IAC07-2361 e IAC09-6166, apresentam características de alta produtividade agroindustrial e fechamento rápido de entrelinhas, ampliando o portfólio de variedades do IAC. A IAC07-2361, originária da região de Ribeirão Preto, se destaca pelo alto TCH (toneladas de cana por hectare) e perfil de maturação entre julho e outubro, enquanto a IAC09-6166 possui porte ereto, maturação de maio a outubro, ATR médio-alto e diâmetro médio dos colmos.

Essas novas variedades, juntamente com os pacotes tecnológicos que acompanham suas recomendações de cultivo, destacam o IAC como um dos maiores centros de pesquisa agrícola da América Latina e um pilar estratégico para o setor sucroenergético brasileiro.

O diretor-geral do IAC, Marcos Landell, afirma: “A atuação do Instituto Agronômico está sempre alinhada às necessidades dos agricultores e às demandas do mercado. Nosso foco científico nos conecta com parceiros que reconhecem o IAC como gerador de soluções tecnológicas para os desafios atuais da agricultura.”

Além das variedades de cana, o IAC também apresenta o lançamento de novas cultivares de laranja, Kawatta e Majorca, que se destacam pela produtividade, precocidade e qualidade do suco. Avaliadas em diferentes condições climáticas paulistas, essas variedades se mostram adequadas para a industrialização de suco e consumo in natura. A parceria entre o Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC, a Embrapa e a Fundação Coopercitrus Credicitrus foi fundamental para o desenvolvimento dessas variedades.

Regina Célia de Matos Pires, vice-diretora do IAC, ressalta a importância dos 138 anos da instituição: “São mais de um século de contribuições essenciais para a agricultura brasileira, sempre com um olhar voltado para o futuro, buscando soluções tecnológicas sustentáveis para o agronegócio.”

Fundado em 1887, o IAC se tornou referência mundial em inovação tecnológica e desenvolvimento de cultivares, com um portfólio que inclui 1.189 cultivares de diversas espécies, impactando positivamente a produção agrícola brasileira e internacional. A trajetória de sucesso inclui variedades de café arábica, feijão, amendoim e mandioca, além de um forte compromisso com a sustentabilidade e a melhoria das práticas agrícolas.

A excelência do IAC também se reflete em programas de pesquisa e desenvolvimento, como o QUEPIA, voltado à qualidade de equipamentos de proteção individual, e o Adjuvantes da Pulverização, que avalia e recomenda melhorias para os processos de pulverização agrícola. O Quarentenário IAC e o Boletim 100 são outras iniciativas estratégicas que consolidam a posição do Instituto como um dos principais centros de pesquisa agrícola do mundo.

Com 138 anos de história, o IAC segue firme em sua missão de gerar conhecimento e inovação, contribuindo para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do Brasil e do mundo. A instituição continua investindo em genética de precisão e na resistência genética a doenças, promovendo avanços importantes para a produtividade agrícola.

“Nosso compromisso é com o futuro da agricultura, com o desenvolvimento de tecnologias agrícolas sustentáveis e com a superação dos desafios do setor, sempre respeitando a biodiversidade e a saúde da população”, conclui Regina Célia.

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