Home Últimas Notícias IBP apoia Combustível do Futuro, mas critica exclusão de coprocessamento e biometano
Últimas Notícias

IBP apoia Combustível do Futuro, mas critica exclusão de coprocessamento e biometano

Compartilhar

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) disse nesta terça-feira, 8, em nota, que apoia o Combustível do Futuro, sancionado ontem. Mas, apesar dos avanços da nova legislação, a entidade questiona a não inclusão do coprocessamento de biomassa na produção de diesel e as condições do programa em relação ao biometano.

Segundo o IBP, o programa “reforça o compromisso do Brasil em liderar o processo de transição energética, promovendo investimentos em inovação e impulsiona o desenvolvimento e a utilização de biocombustíveis sustentáveis”.

Ainda assim, sobre a exclusão do coprocessamento do texto, a entidade observou que “a diversidade de rotas tecnológicas, com isonomia competitiva entre as diferentes alternativas, potencializa os esforços para a descarbonização e beneficia os consumidores quanto a preço, qualidade e oferta, e esperamos que uma nova legislação corrija a questão”.

Em relação ao biometano, o IBP considerou que a descarbonização por meio de um mandato de aquisição de biometano ou Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), direcionado aos produtores e importadores de gás natural, traz preocupação em relação aos efeitos dessa política pública sobre o preço e a competitividade do gás natural, além de suas possíveis superposições com outros mandatos e políticas, como o RenovaBio e o mercado de carbono.

“O IBP reitera seu apoio ao biometano como combustível importante para a descarbonização da economia. Contudo, ressalta que o fato de o programa não ter um prazo final – aliado à ausência de um mecanismo para resguardar os contratos de compra-venda de gás natural já assinados e ao custo de impor uma forma de descarbonização em detrimento de outras, mais eficientes e que já estão sendo estudadas e implementadas pelos produtores de O&G – aumentará a incerteza para os investimentos no setor e os custos da oferta de gás natural”, explicou em nota.

O IBP ainda destacou que a medida vá “no sentido contrário aos objetivos de induzir um aumento da oferta e da competitividade da molécula (de gás) no Brasil”.

Mais cedo, a presidente da Associação Brasileira do Biogás (Abiogás), Renata Isfer, informou ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que a inclusão do biometano no Programa Combustível do Futuro vai impulsionar produção do biocombustível no país, hoje restrito a oito plantas, que somam oferta de 614.681 metros cúbicos normais por dia (Nm³/d).

A previsão da Abiogás é de que, devido ao programa, o parque de biometano possa chegar a 194 plantas, com produção estimada de 7,9 milhões de Nm³/d em 2032. Em 2025, a expectativa é de que o Brasil já esteja produzindo 3 milhões de Nm³/d do produto.

Com informações da Agência Estado
Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas Notícias

Raízen Energia aprova mudanças no estatuto para avançar em conversão de registro na CVM

A Raízen Energia aprovou, por unanimidade, a reforma e consolidação de seu...

Últimas NotíciasDestaque

Centro-Sul pode encerrar safra com 14 milhões de toneladas de cana bisada

Pecege estima moagem de 640,7 milhões de toneladas em 2026/27, com produtividade...

Últimas Notícias

Irrigação na cana exige planejamento integrado e gestão eficiente da água

Segundo diretor agrícola da bp bioenergy, estratégia deve considerar disponibilidade hídrica, solo,...

AçúcarMercadoÚltimas Notícias

Preço do açúcar bruto recua na ICE após atingir máxima de 16 meses

Os futuros do açúcar bruto negociados na ICE recuaram em relação às...