Home Açúcar Índia descarta restrições à exportação de açúcar e mantém tarifas sobre óleos
AçúcarÚltimas Notícias

Índia descarta restrições à exportação de açúcar e mantém tarifas sobre óleos

Compartilhar

A Índia, o segundo maior produtor de açúcar do mundo, não tem planos de restringir as exportações da commodity, disse o secretário de alimentos Sanjeev Chopra nesta terça-feira, 7, uma vez que a queda no consumo interno compensa parcialmente a produção abaixo do esperado.

O país do sul da Ásia permitiu exportações de 1,59 milhão de toneladas com base no pressuposto de que a produção excederia a demanda local.

No entanto, projeta-se que a produção fique abaixo do consumo pelo segundo ano consecutivo, devido à produção de cana mais fraca nos principais estados produtores.

Leia também: Produção de açúcar da Índia sobe 9% até março, para 27,12 milhões de toneladas

As preocupações com as próximas monções também levaram os operadores a especular que o governo poderia reduzir as alocações de exportação para o ano corrente.

“Não existe tal proposta”, disse Chopra quando perguntado se a Índia imporia uma proibição ou restringiria as exportações de açúcar para desviar matérias-primas para a produção de etanol como forma de mitigar a interrupção do fornecimento de petróleo bruto causada pela guerra do Irã.

É provável que a Índia exporte entre 750 mil e 800 mil toneladas de açúcar no ano comercial de 2025/26, que termina em setembro, segundo o diretor geral da Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia, Deepak Ballani.

A produção de açúcar em Maharashtra e Uttar Pradesh, os dois maiores estados produtores de açúcar do país, ficou aquém das expectativas devido à menor produtividade da cana, disse Ballani.

É provável que a produção bruta de açúcar do país seja de 32 milhões de toneladas, abaixo da estimativa de fevereiro, que era de 32,4 milhões de toneladas, complementa.

Óleos comestíveis

A Índia também não planeja reduzir as tarifas de importação de óleos vegetais, como óleo de palma, óleo de soja e óleo de girassol, disse Chopra.

Os preços dos óleos comestíveis no maior importador do mundo subiram, impulsionados por uma alta nos preços globais e uma rupia mais fraca, o que encareceu as importações.

O consumo de açúcar e óleos comestíveis diminuiu, pois a escassez de botijões de gás comercial forçou os restaurantes a reduzir suas operações durante a temporada de férias, disseram autoridades do setor à Reuters.

O consumo de açúcar em março caiu 200 mil toneladas e espera-se que a demanda caia em uma quantidade semelhante em abril, o que reduzirá o consumo total do país no ano comercial de 2025/26, que termina em setembro, afirma Ballani.

Reuters| Mayank Bhardwaj

Compartilhar

Episódio 32: Manutenção de mancais: como evitar falhas e paradas durante a safra?

Episódio 31: Como aumentar a confiabilidade dos acionamentos mecânicos nas usinas?

Enviamos diariamente um boletim informativo com destaques do setor bioenergético 

Artigo Relacionado
Últimas NotíciasDestaque

Tereos investe R$ 568 milhões na renovação de canaviais

Recursos integram pacote de R$ 839 milhões destinado à manutenção das operações...

Últimas Notícias

Super El Niño amplia riscos à oferta global de açúcar, aponta Hedgepoint

Seca na Ásia, chuvas no Brasil e revisão para baixo na União...

Últimas Notícias

Argélia abre mercado para DDG brasileiro e amplia espaço para coproduto do etanol de milho

Autorização ocorre em meio ao crescimento das exportações do produto, que já...

Últimas NotíciasDestaque

TST afasta responsabilidade de usina em acidente com empregado de transportadora de cana

Decisão reforça que contratação comercial de transporte não configura, por si só,...