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ISO projeta superávit global de 1,22 mi t em 2025/26 e açúcar recua no mercado internacional

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Relatório aponta reversão de déficit e aumento de 3% na produção mundial; excedente é puxado por Índia, Tailândia e Paquistão

Os preços internacionais do açúcar recuaram na sexta-feira após a International Sugar Organization (ISO) projetar um superávit global de 1,22 milhão de toneladas na safra 2025/26, abaixo da estimativa anterior de 1,63 milhão de toneladas. O novo cenário sucede um déficit de 3,46 milhões de toneladas registrado em 2024/25, segundo a entidade.

De acordo com a ISO, o superávit projetado para 2025/26 é resultado do aumento da produção em países como Índia, Tailândia e Paquistão. A organização estima crescimento de 3% na produção mundial de açúcar, que deve atingir 181,3 milhões de toneladas no ciclo 2025/26.

No dia 12 de fevereiro, as cotações do açúcar atingiram os níveis mais baixos em 5,25 anos para os contratos futuros mais próximos, diante da preocupação de que o excedente global possa persistir.

Em 11 de fevereiro, analistas da trading Czarnikow projetaram superávit global de 3,4 milhões de toneladas para a safra 2026/27, após excedente estimado em 8,3 milhões de toneladas em 2025/26.

Já a Green Pool Commodity Specialists informou, em 29 de janeiro, expectativa de superávit global de 2,74 milhões de toneladas em 2025/26 e de 156 mil toneladas em 2026/27.

No dia 13 de fevereiro, a StoneX também revisou suas estimativas e indicou superávit global de 2,9 milhões de toneladas em 2025/26.

Brasil: queda pontual na segunda quinzena de janeiro

Sinais de menor produção no Brasil ofereceram algum suporte às cotações. A Unica informou que a produção de açúcar na região Centro-Sul na segunda metade de janeiro caiu 36% na comparação anual, totalizando apenas 5 mil toneladas no período.

Apesar disso, no acumulado da safra 2025/26 até janeiro, a produção de açúcar no Centro-Sul registra alta de 0,9% frente ao mesmo intervalo do ciclo anterior, somando 40,24 milhões de toneladas. A proporção de cana destinada à produção de açúcar também aumentou, passando de 48,14% em 2024/25 para 50,74% em 2025/26.

Outro fator relevante para o mercado é o posicionamento dos fundos em Nova York. Relatório semanal Commitment of Traders (COT) mostrou que, na semana encerrada em 17 de fevereiro, os fundos ampliaram em 14.381 contratos sua posição vendida líquida em futuros e opções de açúcar em NY, alcançando recorde histórico de 265.324 contratos líquidos vendidos, segundo dados compilados desde 2006.

O elevado volume de posições vendidas pode abrir espaço para um movimento de recomposição de posições, caso ocorra cobertura dessas vendas no mercado futuro.

Com informações da Barchart

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